Jogos eternos #38: Resende 0x3 Flamengo 2014

Para o jogo de hoje, uma pequena lembrança de um jogo de 2014, um ano que ninguém gosta de lembrar, que seja pela seleção brasileira ou seja pelo nosso Mengo. Mas vamos de uma vitória fácil contra Resende, com um frango e dois golaços.

No 22 de fevereiro de 2014, Jayme de Almeida escalou Flamengo assim: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir, André Santos; Muralha, Cáceres, Elano, Lucas Mugni; Everton, Alecsandro. Alguns bons jogadores sim, mas vale a pena lembrar, ou não vale, que quem vestia a camisa 10 era Lucas Mugni. E no ataque, tinha Alecsandro. Um bom jogador do Brasileirão, que fez mais de 100 gols no campeonato nacional. Ganhou alguns campeonatos estaduais, uma Copa do Brasil com Vasco, um Brasileirão com Palmeiras e duas Libertadores, com Internacional em 2010 e o Atlético Mineiro em 2013. Um bom atacante sim, mas que nunca me fez realmente vibrar, e muito longe de outros centroavantes titulares no Flamengo, até nos períodos mais difíceis.

Mas Alecsandro foi o personagem do jogo em Raulino de Oliveira, com apenas 1.786 pagantes, protestando com uma faixa contra o preço alto dos ingressos. Ainda mais com um futebol tão baixo, o Flamengo de 2014 foi um dos piores da história do clube. Mas ganhou fácil nesse dia, contra Resende.

No primeiro tempo, um cruzamento e um erro do goleiro Mauro, que deixou escapar a bola. De cabeça, Alecsandro aproveitou para abrir o placar. Dez minutos depois, agora um golaço, um chute de longe de Alecsandro, na gaveta do goleiro, que esta vez não podia fazer nada. No intervalo, Flamengo 2×0 Resende.

Mas a pintura do dia só chegou no segundo tempo. Num passe no chão, Léo Moura deu um chapéu espetacular com um toque só, encobrindo o defensor. Não era mais o Léo Moura da metade dos anos 2000, mas ainda era nesse time meu jogador preferido, talvez por falta de outras opções. Léo Moura completou o chapéu e deu a bola na profundidade para Alecsandro que errou o chute. O chute transformou-se em assistência para outro bom jogador, Everton, que como Léo Moura, falou algumas besteiras quando saiu do clube.

O time de 2014 não me empolgou, mas vale lembrar que foi campeão carioca, em cima do Vasco. Até no pior, tem bons momentos.

Deixe um comentário

O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”