A Copa Libertadores 2021 foi estranha por causa da Covid, com estádios vazios ou quase. Flamengo começou muito bem a competição com 3 vitórias seguidas, e depois empatou conseguidamente 3 vezes, o que não impediu o time de fechar a fase de grupos no primeiro lugar, com 2 pontos a mais do que Vélez Sarsfield. Nas oitavas de final, passou de outro argentino, Defensa y Justicia, dom 2 vitórias. O adversário nas quartas de final era Olimpia, que tinha eliminado o Internacional nos pênaltis na fase anterior.
Eu relembro muito bem do jogo de ida das quartas de final, no campo de Olimpia, porque era a reabertura do consulado Fla Paris. Depois de 3 lockdowns na França e um ano e meio sem jogos nos bares, o consulado estava de volta, em casa, no Fleurus, lá no 14o arrondissement de Paris. Por causa do horário, uma quarta-feira as 0h15, o consulado Fla Paris tinha só três representantes: Sammy, Waldez e claro, eu. Um número pequeno, mas era muito bom de se ver de novo, de estar de volta, a vida voltava à normalidade, o Flamengo e a cerveja.
No 11 de agosto de 2021, Renato Gaúcho escalou Flamengo assim: Diego Alves; Isla, Gustavo Henrique, Léo Pereira, Filipe Luís; Willian Arão, Diego, Éverton Ribeiro; Arrascaeta, Bruno Henrique, Gabigol. No lado do time paraguaio, destaque para o antigo jogador do Bayern, Roque Santa Cruz, que ia comemorar seu 40o aniversário 5 dias depois. Os estádios também voltavam a um pouco de normalidade, com a presença de um publico de 10% da capacidade do estádio. No estádio Manuel Ferreira de Assunção, mais ou menos 2.000 pessoas.
Jogo começou equilibrado, mas primeiro gol foi de nosso Mengo, de um trio mortal para os adversários, imortal para nós flamenguistas. Bruno Henrique para Gabigol, com um passe em profundidade para completar a tabela. Na frente do goleiro, Bruno Henrique tinha a opção individual do chute ou a escolha coletiva do passe. E brilhou o coletivo, chegou Arrascaeta para completar o trio imortal, para completar o gol. Na comemoração, ninguém foi esquecido, Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta fizeram a fusão à la Dragon Ball Z. Uma união, dentro e fora do gramado, que ninguém pode parar, que eu adoro amar.
Depois, teve vários lances, várias interrupções do VAR também, até teve anulação do cartão vermelho de Filipe Luís e pênalti para Flamengo. O futuro artilheiro da competição, Gabigol, fez o gol sem tremer, no 12o minuto dos acréscimos do primeiro tempo. Olimpia fez o gol da esperança, dois minutos tempos, ainda no primeiro tempo. Detalhe na França e no Fleurus, com a ajuda da cerveja e o peso do cansaço, de tantas interrupções que teve o jogo, Sammy achava que era o fim do jogo e não apenas o fim do primeiro tempo, já pronto para desligar o material para retransmitir o jogo. Eu tentei explicar que era só o fim do primeiro tempo, Waldez também, não deu, Sammy desligou mesmo. Mas com quase 2 da manhã, o bar tinha que fechar, e voltei em casa de Uber com Waldez.
Conseguimos um Uber e assistimos ao início do segundo tempo no celular de Waldez, ainda dentro do carro. Relembro que ainda era o momento do jejum de gol de falta, 3 anos sem uma falta nas redes, e quando teve uma boa oportunidade de falta, a retransmissão travou porque entravamos num túnel. Achei que ia faltar o gol do fim do tabu, mas não deu, Flamengo não fez gol nesse lance. Não relembro se eu assisti ao terceiro gol do Mengo no jogo, de Gabigol na segunda trave depois de um chute cruzado de Bruno Henrique.
Nos acréscimos, agora sim do segundo tempo, Thiago Maia abriu para Gabigol, na cara a cara com o goleiro. Gabigol também teve a opção individual ou coletiva, também escolheu o coletivo, deixou para Vitinho fazer o tento da goleada, o gol da tranquilidade, finalmente não necessário depois de uma outra goleada no jogo de volta, um 5×1 no Maracanã. O Flamengo voltava pouco a pouco à normalidade.








Deixe um comentário