Jogos eternos #89: Flamengo 2×1 Internacional 2003

Pela primeira vez no francêsguista, eu escrevo sobre um jogo eterno do ano de 2003. Claro, não foi o time mais histórico da história do clube, mas valia a pena escrever sobre esse jogo contra o Internacional. Principalmente porque hoje, apesar da classificação na final da Copa do Brasil, o time está mal, precisa de uma reação no Brasileirão. Vinte anos atrás, o time também estava mal, com 5 derrotas nos últimos 6 jogos.

A série negativa foi fatal para o técnico Nelsinho Baptista e ele foi substituído pelo Oswaldo de Oliveira, um técnico muito bom, que teve seus maiores sucessos no início da carreira, com o Corinthians e Vasco no fim do século XX. No 24 de julho de 2003, para seu primeiro jogo com o Flamengo, Oswaldo de Oliveira escalou o time assim: Júlio César; Fábio Baiano, Fernando, Fabiano Eller, Cássio; Fabinho, Jônatas, Jean, Igor; Edílson, Fernando Baiano. Um time longe de ser o maior da história do clube, mas alguns bons jogadores, até um ídolo, Julio César, até um craque, Edílson. Do lado do Internacional, também um técnico que eu admiro, Muricy Ramalho, que escalou nesse dia um time reserva e dois ídolos, o goleiro Clemer e o zagueiro Bolívar.

No Maracanã, uma quinta-feira, apenas 7.996 espectadores para ver o primeiro gol do jogo, com meia hora de jogo, com um golaço, Cidimar de calcanhar, de forma acrobática, para abrir o placar para o Inter. Flamengo precisava reagir, não podia perder mais um jogo, que seria o quarto consecutivo. Flamengo reagiu primeiramente com um chute de Fernando Baiano, que parou nas luvas de Clemer, que jogou no Flamengo entre 1997 e 2002.

O gol do empate chegou ainda no primeiro tempo, com a participação dos baianos. Cruzamento de Fábio Baiano para a cabeçada de Fernando Baiano, para o gol, para o alívio do Maraca. Detalhe, se Fábio Baiano nasceu na Bahia, em Feira de Santana, Fernando Baiano não tem nada de baiano e nasceu em São Paulo. Mas seu técnico na base do Corinthians, o antigo jogador Mirandinha, chamava ele de baiano, gíria de São Paulo, e o apelidou ficou.

O gol da virada chegou no segundo tempo, com um gol de Jean, chamado assim porque se chamava Jean. Nos acréscimos, o Internacional fez o gol do empate, mas Jefferson Feijão, chamado assim porque segundo ele comia muito feijão na juventude, foi bem marcado impedido. No final, uma vitória sofrida, mas uma vitória, que permitia ao rubro-negro de voltar a uma triste 13a colocação.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”