No início do campeonato carioca, escrevi sobre um jogo contra America em 2000, com show de Athirson. Para o ainda início do Brasileirão, antes do jogo contra Vitória, vou de um outro jogo com show de Athirson, e pela primeira vez no blog de um jogo de 2002, na Copa dos Campeões.
Flamengo venceu a Copa dos Campeões 2001, com dois jogos eternos na final, já eternizados no blog, uma vitória 5×3 na ida e uma derrota 2×3 na volta, com título no Maceió, terra de Zagallo. Flamengo voltou então para a Copa dos Campeões 2002, a última edição do torneio, que tinha como participantes os times com a melhor colocação de torneios como o Torneio Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas, a Copa do Nordeste, a Copa Centro-Oeste e a Copa Norte. Assim, o nome de Copa dos Campeões fazia sentido, mas o torneio sumiu com a reforma do calendário brasileiro e o início do Brasileirão de pontos corridos.
Apesar de ser um torneio nacional, a Copa dos Campeões de 2002 se jogava apenas em cidades do Nordeste. No seu grupo, entre o Albertão de Teresina e o Castelão de Fortaleza, Flamengo foi bem, com 3 vitorias em 3 jogos. Nas quartas de final, enfrentou um time nordestino, Vitória, ainda no Castelão, com jogo único. No 17 de julho de 2002, o técnico Lula Pereira escalou Flamengo assim: Júlio César; Alessandro, Fernando, Váldson, Athirson; Jorginho, Felipe Melo, André Gomes, Juninho Paulista; Hugo, Liédson. Do lado do Vitória, o técnico era bem conhecido no Mengo, o Joel Santana.
No Castelão, o primeiro lance de perigo foi para Vitória e o craque colombiano Víctor Aristizábal, que chutou para fora. Flamengo reagiu com Juninho Paulista, que também chutou para fora. No final do primeiro tempo, Athirson solicitou a tabelinha com Juninho Paulista e deixou para Liédson, que venceu o goleiro. No seu quarto jogo como o Manto Sagrado, Liédson finalmente balançava as redes e colocava Flamengo em vantagem.
No segundo tempo, Liédson quase fez a assistência com um lindo toque de calcanhar, mas Jean defendeu o chute de Juninho Paulista. Numa cobrança de falta, Fernando cruzou, ninguém tocou e bola morreu na rede de Júlio César, Vitória chegando ao empate.
Faltando um minuto para o final do tempo regulamentar, Athirson se livrou de um adversário e soltou a bomba de 30 metros de distância, um míssil teleguiado na gaveta do goleiro. Era o gol da classificação, já que no finalzinho, Jorginho salvou uma bola em cima da linha. De volta ao Flamengo após uma passagem bem discreta na Juventus, Athirson voltava a fazer o que sabia, jogar de terno, fazendo seus golaços. Na entrevista pós-jogo, o lateral-esquerdo até elegeu esse gol como o mais bonito de sua carreira. Eu tenho minha dúvida, já que Athirson fez 37 gols com o Manto Sagrado, inclusive vários golaços de falta ou de chutes de longe. Agora minha certeza é que Athirson foi craque e ídolo do Flamengo.








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