Jogos eternos #359: Bangu 2×5 Flamengo 2002

Flamengo joga hoje contra Bangu no mítico estádio da Moça Bonita. O Mengo não tinha jogado lá contra o alvirrubro desde 2002, uma derrota 2×1, aliás o último revés do Flamengo contra Bangu. Para o jogo eterno do dia, eu vou então do penúltimo jogo, um mês antes.

A competição não era o campeonato carioca, mas o Torneio Rio – São Paulo, que vivia em 2002 sua 25a e última edição. Também foi a edição com o maior número de participantes, 16 times, 9 de São Paulo e 7 de Rio de Janeiro. Na fase final, os quatro participantes eram paulistas, o que evidenciou a crise do futebol carioca. De fato, Flamengo começou muito mal a competição com dois empates, cinco derrotas e nenhuma vitória!

O rubro-negro se recuperou, vencendo o Corinthians no Maracanã e o America, já na Moça Bonita. Três dias depois, Flamengo estava de novo no campo de Bangu agora para enfrentar o time local. Em 20 de março de 2002, o técnico João Carlos escalou Flamengo assim: Júlio César; Maurinho, Juan, Fernando, Athirson; Felipe Melo, Leandro Ávila, Beto, Juninho Paulista; Andrezinho, Leandro Machado.

Jogo começou mal para o Flamengo e aos 11 minutos, Renatinho abriu o placar para Bangu, quase sem querer. Flamengo reagiu rapidamente, Beto fez uma incursão na defesa alvirrubra e achou Juninho Paulista que, de primeira e com a ajuda da trave, empatou. Beto também iniciou o gol da virada com uma falta perigosa. O goleiro falhou, no rebote Felipe Melo chutou, bola quicou no travessão, de novo Felipe Melo, com cabeceio no gol vazio. No final do primeiro tempo, Juninho Paulista aproveitou da apatia da defesa para fazer seu segundo gol do dia. O Flamengo estava muito perto da vitória.

Como no primeiro tempo, Bangu começou melhor a segunda etapa e chegou ao gol, graças a Léo Guimarães. Mas a esperança banguense foi curta. De novo Beto iniciou uma jogada decisiva, com bola para Andrezinho, que recolocou Flamengo com dois gols de vantagem. E dois viraram três, Andrezinho achou Juninho Paulista, que abriu o pé, de novo de primeira, para achar o outro canto, completar o hat-trick e fechar a goleada. Na Moça Bonita, o dono era o Mengo.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”