Flamengo conseguiu apenas um ponto nos três primeiros jogos do campeonato carioca, saindo de uma derrota no Raulino de Oliveira. Já falam de um risco de rebaixamento, a meu ver de forma exagerada. Ainda tem três jogos na primeira fase para se reerguer e chegar às quartas de final. Começa hoje, contra quem sabe de rebaixamento, Vasco.
A luta contra a queda era bem mais intensa e assustadora no Brasileirão de 2005. Flamengo começou o campeonato nacional com duas vitórias, três empates e já seis derrotas antes de enfrentar Vasco. Flamengo estava no Z-4, junto com o Vasco. Assim o jogo foi nomeado o “Clássico dos desesperados”. Flamengo estava numa fase bem ruim, pior ainda nos clássicos. Não vencia um clássico desde a final do campeonato carioca de 2004, vencida contra Vasco com 3 gols de Juan. Desde então, foram seis empates, cinco derrotas e nenhuma vitória.
Para o Clássico dos desesperados, em 17 de julho de 2005, o técnico Celso Roth escalou Flamengo assim: Diego; Léo Moura, Henrique, Júnior Baiano, Rodrigo Arroz; Da Silva, Augusto Recife, Souza, Renato Abreu; Juan, Obina. Como era de esperar, o jogo foi ruim, com poucos lances perigosos, muitos chutes bem longe do gol. Aos 35 minutos, o meia Souza, que fazia sua estreia no Flamengo, chutou de longe. A bola foi desviada por Ciro e enganou o goleiro vascaíno para fechar sua trajetória na gaveta.
Apesar do gol do Flamengo, jogo continuou fraco, sem muito perigo de gol. Júnior Baiano, que tinha feito um gol contra improvável no jogo anterior contra São Paulo, quase repetiu a dose, a bola escapando milagrosamente do gol, Júnior Baiano implorando o céu. Léo Moura, um quase estreante – era apenas o sexto jogo dele com o Manto Sagrado – quase fez, mas parou na trave. O gol de Souza era suficiente para a alegria da torcida, o alívio rubro-negro. Flamengo voltava a vencer depois de 7 jogos, acabava com o jejum nos clássicos, saía do Z-4. O Vasco sempre é o adversário ideal para sair de uma crise.








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