Jogos eternos #363: Flamengo 2×0 Bahia 2018

Agora é oficial, Lucas Paquetá entrou na trend “2026 é o novo 2016” e está de volta ao Flamengo. Uma contratação de grande valor, tanto em dinheiro quanto em futebol. Lucas Paquetá ainda tinha muito mercado para jogar na Europa. A atitude do jogador foi decisiva para deixar as libras inglesas e voltar no Maior do Mundo. Prevaleceu o amor rubro-negro.

Para festejar a volta, pensei inicialmente em eternizar um jogo na Arena Corinthians, com vitória 3×0 do Mengo, dois gols de Lucas Paquetá. Porém, faltava na equação o Maracanã, a Nação. Assim, eu vou de um jogo no Maraca, contra Bahia, no início do Brasileirão de 2018. Lucas Paquetá tinha acabado de ser anunciado na lista dos reservas para a Copa do Mundo. Para mim, era o melhor jogador do Brasil da atualidade e merecia uma vaga nos 23 convocados. Não aconteceu, o futebol de Lucas Paquetá ficou no Flamengo, no Maior do Mundo.

Na rodada anterior ao jogo contra Bahia, Flamengo venceu o Atlético Mineiro, um jogo já eternizado no Francêsguista, e tomou a liderança. Na quarta-feira seguinte, São Paulo venceu Botafogo e dormiu na liderança. Flamengo precisava vencer Bahia para retomar seu lugar. Em 31 de maio de 2018, tarde de sol no Rio de Janeiro, o técnico Maurício Barbieri escalou Flamengo assim: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Rhodolfo, Renê; Jonas, Lucas Paquetá, Diego; Éverton Ribeiro, Vinícius Júnior, Henrique Dourado.

No Maracanã lotado com mais de 50 mil, o primeiro lance de perigo foi justamente para Lucas Paquetá. Num passe de Diego, o meia chutou de longe, no meio do gol, o que permitiu a defesa do goleiro. Logo depois, Lucas Paquetá fez bom lançamento para Vinícius Júnior, que cruzou. Jonas não ajustou bem o chute e a bola passou em cima do travessão. Paquetá vivia uma grande fase, num cruzamento da esquerda, dominou de peito, aplicou um chapéu e tentou uma bicicleta. Faltou um pouco de força para fazer o golaço. Na metade do primeiro tempo, ainda Lucas Paquetá, agora de cabeceio num escanteio de Diego. O goleiro desviou no travessão e impediu a abertura do placar. No Maraca, era Flamengo só, quase só Paquetá.

Faltando cinco minutos para o intervalo, Diego fez uma incursão na defesa baiana e deixou para Renê. O lateral errou no chute, o que se transformou em uma tabelinha com Diego. No domínio, Diego enganou o goleiro e só teve a empurrar a bola nas redes para abrir o placar. Nos acréscimos do primeiro tempo, Henrique Dourado fez o passe atrás para Lucas Paqueta. O meia dominou, deixou para Renê e já chamou a bola de volta na frente do gol. Agora o lateral não errou e completou a tabelinha no espaço certo. De cavadinha, Lucas Paquetá fez o golaço e foi comemorar com a Nação. Teve dancinha, Maraca lotado, golaço de Paquetá. Agora sim, a festa era completa.

No início do segundo tempo, Vinícius Júnior, outro craque da base que precisa voltar em casa, inflamou ainda mais o Maracanã com várias pedaladas na frente de João Pedro. O segundo tempo ficou mais equilibrado, com maior lance para o Bahia. Diego Alves, que vestia a camisa amarela dos grandes goleiros do Flamengo, fez uma dupla defesa na frente de Zé Rafael e depois Élber. A vitória era do Mengo, a liderança também. A festa era no Maraca, comandada pela dancinha de Lucas Paquetá. Infelizmente, Flamengo perdeu um pouco o folego no resto do Brasileirão e Lucas Paquetá não conseguiu a grande conquista que merecia com seu clube de coração. Agora o livro rubro-negro de Paquetá está reaberto.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”