Jogos eternos #365: Flamengo 3×0 Athletico Paranaense 2020

Flamengo joga hoje na Supercopa do Brasil contra o Corinthians, no estádio Mané Garrincha. Os dois times já se enfrentaram na competição, em 1991, na segunda e última edição durante muitos anos. O Corinthians venceu e a competição sumiu do calendário brasileiro. Assim, Flamengo nunca tinha vencido a Supercopa, perdendo a oportunidade contra São Paulo em 2007 e o próprio Corinthians em 2010. O torneio apenas voltou em 2020, de novo com Flamengo.

Em 2019, Flamengo foi campeão de quase tudo. Campeonato carioca, Brasileirão, Copa Libertadores. No nível nacional, apenas deixou a Copa do Brasil, para o Athletico Paranaense, que também conquistou a Copa Sudamericana 2018 e se afirmou como uma potência nacional. Inclusive, o Furacão eliminou Flamengo nas quartas de final da Copa. Para o Flamengo, era uma possível vingança. Sobretudo, era a celebração do maior time da América, liderada pelo Jorge Jesus no banco e vários craques em campo. Um time de artistas, destaque para o trio inesquecível de 2019, Arrascaeta – Bruno Henrique – Gabigol.

Como é o caso hoje, o jogo aconteceu no Mané Garrincha, palco de grandes decisões nacionais. Em 16 de fevereiro de 2020, o técnico Jorge Jesus escalou Flamengo assim: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique, Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Arrascaeta; Éverton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabigol. Com exceção de Gustavo Henrique no lugar de Pablo Marí, era o time que se eternizou em Lima. Em 2020, Flamengo ainda jogava por música.

No Mané Garrincha, o Flamengo era bem superior e já dominou no início do jogo. Com apenas três minutos de jogo, Willian Arão, bem lançado pelo Gabigol, quase surpreendeu Santos para abrir o placar. Aos 15 minutos, de novo Gabigol como garçom, com ótimo cruzamento, agora para Bruno Henrique, que fugiu da zaga e deslocou o goleiro com um cabeceio certíssimo. O Mengo já estava na frente, como jogava fácil o Flamengo de Jorge Jesus.

O Flamengo fez um e queria mais. Era assim o Flamengo de Jorge Jesus. Aos 28 minutos de jogo, Filipe Luís cruzou, Márcio Azevedo recuou mal, “olha a besteira que fez” falou Galvão Bueno, de volta a narração depois de faltar a final da Libertadores por problemas de saúde. Oportunista, Gabigol aproveitou o presente, pegou a bola e já exibiu a placa: “Hoje tem gol do Gabigol”. A taça já estava nas mãos rubro-negras. O Furacão virou brisa e só conseguiu reagir no final do primeiro tempo. Diego Alves fez uma defesa segura num chute de Marquinhos Gabriel e ainda saiu da grande área com um cabeceio certo para afastar o perigo.

No início do segundo tempo, Flamengo continuou a dominar, mas nem Gabigol, num chute fora, nem Arrascaeta, numa falta fora, nem Bruno Henrique, falhando driblar o goleiro, conseguiram achar o gol. Na verdade, Bruno Henrique e Gabigol já tinham feito um gol durante a partida. Apenas faltava Arrascaeta para completar o trio mágico de 2019. Na metade do segundo tempo, Bruno Henrique escapou na esquerda, “partiu 35 quilômetros por hora”, Gabigol já na grande área, pronto para o gol. O passe de BH27 foi desviado pelo goleiro e sobrou para Arrascaeta, que pegou de primeira, no meio do gol vazio, no fundo da rede. O trio era completo, a goleada também. O Flamengo prolongava o ano mágico de 2019, a Supercopa estava de volta e já acabava na galeria de taças rubro-negras.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”