Flamengo começou muito mal a temporada de 2026, em todas as competições. Em 8 jogos, teve apenas uma vitória e já acumula cinco derrotas. Ainda está vivo no campeonato carioca, mas tem obrigação de vencer o último jogo contra Sampaio Corrêa, melhor ainda de goleada.
Os números são os piores desde 2002, quando Flamengo esperou seu 16o jogo da temporada para finalmente vencer uma partida! No ano do penta, o torneio Rio – São Paulo, que vivia sua última edição, teve uma reformulação, com um número recorde de 16 participantes. Um ano depois do inesquecível campeonato carioca de 2001 com o gol de Pet, o campeonato estadual ficou em segundo plano e foi chamado de Caixão. O nome era uma referência ao folclórico cartola Eduardo Viana, presidente do Americano e da própria FERJ, e que tinha o apelido de Caixa D’Água. Como é o caso em 2026, Flamengo jogou o Carioca de 2002 com um time de reservas e juniores. O time titular já era limitado e o rubro-negro fechou o primeiro turno na lanterna, com apenas uma vitória em 11 jogos. Tinha desinteresse em campo, na televisão e nas arquibancadas, destaque negativo para um Fla-Flu em Olaria na frente de apenas 200 pessoas.
E Flamengo, mesmo com os titulares de volta, não melhorou na segunda fase, a Taça Rio. Perdeu contra Madureira e Volta Redonda e empatou contra o America. Já eliminado sem glória da fase de grupos da Copa Libertadores, Flamengo precisava de uma reação, contra Olaria. Em 28 de abril de 2002, o técnico Lula Pereira escalou Flamengo assim: Júlio César; Alessandro, Juan, Flávio, Athirson; Rocha, Fabiano Cabral, Felipe Melo, Juninho Paulista; Andrezinho, Leandro Machado.
No estádio Giulite Coutinho em Mesquita, Flamengo começou bem o jogo. Com apenas três minutos de jogo, Leandro Machado aproveitou de um rebote do goleiro para abrir o placar. Aos 16 minutos, Juninho fez um belo gol de falta para ampliar o placar. O artilheiro virou garçom, Juninho Paulista fez um belo passe para Felipe Melo, que deslocou o goleiro e fez o terceiro gol do jogo. No final do primeiro tempo, Olaria conseguiu fazer o gol da esperança, 3×1 no placar parcial.
Num campeonato bizarro, num jogo bizarro, Olaria trocou de camisa no intervalo, o que não melhorou muito a visibilidade do jogo. O que não mudou é o domínio do Flamengo. Felipe Melo deixou a bola passar entre suas pernas, que chegou até o pé mágico de Athirson. Com um chute de bem longe, Athirson achou a gaveta e fez mais um golaço no jogo. No final do jogo, Olaria fez um gol de pênalti e no finalzinho, numa triangulação com Juninho Paulista e Leandro Machado, Roma fez outro belo gol para decretar o placar final: 5×2.
Flamengo goleou, reagiu um pouco no campeonato e levou o Fla-Flu no Maracanã “quase lotado”, com 7.647 pessoas. A reação foi bem modesta, Fla empatou contra Vasco e perdeu contra Botafogo, Bangu e o Americano. O Americano do Caixa D’Água conquistou os dois turnos, mas não conquistou o título. Mais bizarro ainda, os quatro gigantes eram classificados no terceiro turno pelo único motivo de ser grande, sem necessidade de resultados. Assim, Flamengo, lanterna na Taça Guanabara e no 7o lugar na Taça Rio, foi no terceiro turno.
Como Botafogo e Vasco, Flamengo usou o time de reservas. Apenas Fluminense, no ano do centenário, usou a força máxima. Na semifinal, outra bizarrice, Fluminense levou no último minuto um gol de cabeça do goleiro de Bangu, anulado sem motivo pelo juiz. Na final, contra o Americano, Fluminense venceu e levou o Caixão, o “pior campeonato carioca da história”. Para o Flamengo, mesmo num torneio abaixo das expectativas baixas, sempre tinha a possibilidade de uma goleada.







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