Hoje, a Seleção brasileira joga na Colômbia, no estádio Metropolitano Barranquilla. Para o jogo eterno do dia, um outro jogo no Metropolitano, entre Flamengo e o time da casa, Junior Barranquilla, na Copa Sudamericana 2017.
Já falei que eu queria muito esse título da Copa Sudamericana 2017. Porque fazia muito tempo que Flamengo não tinha levado um título internacional, apesar de se aproximar disso, ainda não tinha conquistado. E principalmente porque eu tinha assisto aos dois jogos das quartas de final, os dois Fla-Flus, e um 3×3 inesquecível na volta, um jogo já eternizado no francêsguista. Faltava dois adversários, o primeiro, Junior Baranquilla, que viu passar no seu time, por apenas um jogo em 1968, um dos maiores jogadores da história, Garrincha.
Na ida, no Maraca, Flamengo ganhou de virada no segundo tempo, depois do primeiro gol do atacante da seleção colombiana, Teófilo Gutiérrez. Na volta no Metropolitano Barranquilla, tudo era possível e o também colombiano, Reinaldo Rueda, escalou Flamengo assim: César; Pará, Juan, Rhodolfo, Trauco; Willian Arão, Cuéllar, Diego; Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá, Felipe Vizeu. Um time bem equilibrado, com jovens jogadores, com jogadores experientes e alguns gringos, como mais um colombiano, Cuéllar, um jogador de raça e técnica. Tinha um outro gringo que não podia jogar, Paolo Guerrero, suspenso provisoriamente pela FIFA depois um teste positivo no antidoping. Paolo Guerrero foi suspenso até 14 meses, faltou a reta final do ano 2017, mas depois a suspensão foi anulada, já em 2018. Enfim, com sua ausência, centroavante titular foi Felipe Vizeu.
No Metropolitano, vamos diretamente para o início do segundo tempo, com Felipe Vizeu que, ainda na parte do campo do Flamengo, fez um drible de vaca, meio sem querer. Depois, foi só a vontade de Felipe Vizeu, que acelerou na esquerda, olhou para Éverton Ribeiro no meio, continuou com a bola, ainda acelerou, entrou na grande área e chutou de pé esquerdo com categoria, para fazer o primeiro gol do jogo, para deixar Flamengo perto da final.
Flamengo se fechou na defesa e o jogo virou dramático com 41 minutos no segundo tempo, quando o juiz Roberto Tobar assinalou um pênalti duvidoso para o time colombiano. Na marca de pênalti, Yimmi Chará, outro jogador internacional da Colômbia. No gol do Flamengo, César, prata da casa, que estreou como profissional em 2013, mas sempre foi reserva. Depois de dois empréstimos na Ponta Preta e Ferroviária, César voltou ao Flamengo em fevereiro de 2017, mas sequer fez um jogo, com Diego Alves titular absoluto. E quando Diego Alves se lesionou na ida contra Barranquilla, foi Alex Muralha que entrou no jogo. E Alex Muralha tomou um gol apenas um minuto depois de sua entrada em campo, acabando de vez com a confiança da torcida flamenguista, e até do Reinaldo Rueda, que escalou César na volta.
E César, que já tinha feito algumas defesas durante o jogo, a maior um cara a cara onde impediu o gol de Teó Gutiérrez, saiu do lado certo, defendeu o pênalti, fez a alegria do torcedor rubro-negro em todos os cantos do Brasil, em todas as partes do mundo. César o herói improvável da defesa, que fez mais uma defesa no minuto seguinte num lance de Chará, que chutou forte, que chutou nas luvas de César. E tinha mais um herói improvável, lá no ataque. Nos acréscimos, um falta jogada rapidamente pelo Diego, para Rodinei na direita, que cruzou no chão. Primeiro a chegar foi o herói improvável Felipe Vizeu, bola nas redes, silêncio no Metropolitano, doblete para Vizeu. Flamengo, finalmente, estava de novo numa final continental. O final foi infeliz e Flamengo teve que esperar ainda mais para conhecer de novo a maior glória. Mesmo assim, o caminho para a final de 2017 foi histórico e deu muitas alegrias ao torcedor do Flamengo.








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