Flamengo joga hoje contra Fortaleza, último jogo antes da ida aos Estados Unidos para o Mundial dos clubes. Tenho muitas esperanças para o Mundial e eu vou para a lembrança do dia de um jogo ainda recente, ano do último título brasileiro, com alguns craques que teriam merecidos jogar essa competição se ela tivesse criada antes.
Em 2020, apesar do título no final, Flamengo começou mal o campeonato com duas derrotas. Melhorou, mas ainda estava apenas na sexta colocação após a 7a rodada e um outro jogo eternizado aqui, uma vitória 5×3 na Bahia. Três dias depois, numa Maracanã ainda vazio por causa da pandemia, Flamengo enfrentou outro time nordestino, Fortaleza. No 5 de setembro de 2020, o técnico Domènec Torrent escalou Flamengo assim: Gabriel Batista; Isla, Gustavo Henrique, Rodrigo Caio, Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Arrascaeta; Everton Ribeiro, Michael, Pedro. Ou seja, três jogadores, Gerson, Arrasca e Pedro que podem escrever a história no Super Mundial, mais o técnico Filipe Luís. Sem esquecer os craques que já saíram do Flamengo.
Com apenas 6 minutos, o jogo contra Fortaleza já entrou na história. Everton Ribeiro fez um passe sensacional de trivela, Pedro dominou de peito e fez o voleio. O goleiro Felipe Alves defendeu, apenas de forma parcial. Everton Ribeiro chegou e se eternizou mais uma vez no Flamengo. Quando a lógica queria que o jogador chutasse o mais forte possível para a bola entrar no gol, Everton Ribeiro apenas fez uma cavadinha para tirar o goleiro da jogada e concluiu de cabeça. Depois de já um golaço contra Bahia, Everton Ribeiro fazia outra maravilha, um gol eleito pela CBF o mais bonito do Brasileirão de 2020. Esses dois gols, junto com o gol contra Cruzeiro em 2018, são para mim o top 3 dos gols mais bonitos de Everton Ribeiro com o Manto Sagrado. E minha preferência maior vai para o gol contra Fortaleza, pela rapidez do raciocínio, pela capacidade de fazer o gesto nada evidente, mas absolutamente adequado. Os gols contra Bahia e Cruzeiro são de poucos jogadores, de craques capazes de tal pintura, o gol contra Fortaleza ainda menos.
Cinco minutos depois, Isla fez falta burra e concedeu o pênalti, Juninho empatou. Em seguida, Fortaleza quase virou, Osvaldo tocando na trave. Flamengo voltou a dominar, mas sempre travava no goleiro ou com um chute fora do gol. Rodrigo Caio, Arrascaeta, Michael e Pedro tentaram, mas nada do gol antes do intervalo. Sem público, jogo ficou mais morno no segundo tempo, o técnico Doménec precisava mexer.
De pivô, Gabigol, que entrou no intervalo no lugar de Pedro, tentou, mas chutou para fora. Bem servido por Everton Ribeiro, Gabigol teve outra chance, mas chutou fraco. Sem arrependimento, estava em impedimento. Faltando cinco minutos para o final do jogo, o craque Everton Ribeiro apareceu de novo, deixou a bola na direita para Matheuzinho, que também entrou no decorrer do jogo. Matheuzinho cruzou no chão, Gabigol de primeira, ajustou o pé, ajustou o goleiro, fez a alegria da Nação, em casa só. Flamengo vencia do jeito que gostava, um gol no final do predestinado Gabigol, e um golaço, uma pintura, uma obra de arte inesquecível de nosso craque de sempre, Everton Ribeiro.







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