Jogos eternos #376: Flamengo 2×1 Fluminense 2017

Flamengo joga hoje a final do campeonato carioca, em busca do 40o título estadual e do sétimo tricampeonato. Desde 2020, é o sexto Fla-Flu na final do campeonato em sete edições. Deu Flamengo em 2020 e 2021, Fluminense em 2022 e 2023. Flamengo venceu o quinto capítulo em 2025. Em toda a história do campeonato carioca, em decisões no Fla-Flu, quando ao menos um time podia ser campeão no final do jogo, há uma igualdade, com 7 títulos para cada time.

Eu já eternizei no Francêsguista os títulos de 1963, 1972 e 1991, também de 2020. Eu vou então voltar um pouco mais no passado, com a final do campeonato carioca de 2017. Na Taça Guanabara, Flamengo e Fluminense foram perfeitos na fase de grupos, com 5 vitórias em 5 jogos. Na final, deu jogaço, com 3 gols para cada time. No final, a dupla da zaga rubro-negra Réver – Rafael Vaz falhou na disputa de penalidades e Fluminense conquistou a Taça Guanabara.

Na Taça Rio, Flamengo seguiu invicto, com 3 vitórias e 3 empates. Na semifinal, o 0x0 contra Vasco eliminou o rubro-negro da Taça Rio. O regulamento era muito confuso e o jogo não valia nada, era até melhor para o Flamengo perder e zerar os cartões amarelos. Nas semifinais “gerais”, Flamengo eliminou Botafogo com dois gols de Paolo Guerrero e Fluminense atropelou Vasco. Na final do campeonato carioca, finalmente, o Fla-Flu.

Pela primeira vez desde 1995 e o maldito gol de Renato Gaúcho, tinha um Fla-Flu decisivo para o título do campeonato carioca. Na ida, Renato Chaves falhou, Éverton golaçou e Flamengo venceu 1×0. Flamengo podia até empatar na volta e ser campeão. Em 7 de maio de 2017, o técnico Zé Ricardo escalou Flamengo assim: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz, Renê; Willian Arão, Márcio Araújo, Trauco; Berrío, Everton, Paolo Guerrero.

Flamengo tinha uma vantagem de um gol, que caiu logo no início do jogo. Num escanteio, Henrique Dourado cabeceou e abriu o placar, empatou no placar agregado. No restante do primeiro tempo, Flamengo dominou a partida, teve chances de marcar com Renê, Pará e Éverton, sem fazer. No segundo tempo, foi a vez do Fluminense de ter as maiores oportunidades de gol, também sem fazer. O contestado goleiro rubro-negro Alex Muralha fez um grande jogo, com várias defesas. A disputa de penalidades, fatal para o Flamengo na Taça Guanabara, se aproximava.

Faltando apenas 5 minutos para o final do jogo, quem sabe o título tricolor, Flamengo teve um escanteio, cobrado por Gabriel. O zagueiro Réver cabeceou, o goleiro do Flu, Cavalieri, defendeu de forma parcial e o Guerrero chegou, brocou, acabou o caô. O peruano fazia seu 10o gol do campeonato e se tornaria artilheiro da competição. O Flamengo era o virtual campeão.

O final do jogo foi o que o futebol carioca tem de mais louco, o Fla-Flu de mais romântico, o herói do jogo de mais folclórico. Diego Cavalieri foi expulso, forçando a entrada do meia Orejuala como goleiro do Fluminense, de luvas e de short de jogador de campo. E com 5 minutos dos acréscimos, bem no final do jogo, teve um escanteio do Fluminense. Flamengo defendeu, Rodinei partiu para um contra-ataque de 50 metros, com o Orejuala saindo do gol, agora voltando para o gol de forma desesperada. Rodinei chutou, sem chance para o goleiro de um dia. O Maracanã, com seus 68.165 presentes, recorde do ano de 2017, explodiu e gritou: “É campeão”.

Não tem nada melhor que comemorar um gol que oferece o título. Tem melhor sim, vencer em cima do Fluminense, com um gol tão inusitado que é impossível de esquecer. Rodinei no Fla-Flu de 2017, Flamengo campeão invicto pela sexta vez, campeão carioca pela 34a vez. Ganhar o Fla-Flu, ainda mais uma final, pela primeira vez em 26 anos ou pela quarta vez em 6 anos, sempre é especial.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”