Hoje Flamengo estreia na Copa do Brasil, contra um time amazonense, o Amazonas FC, fundado em 2019. Vamos para o jogo eterno do dia de uma outra estreia na Copa do Brasil contra um time amazonense, o Nacional, em 1997.
O Nacional tem muito mais tradição que o Amazonas FC, tem 111 anos de história e 43 campeonatos amazonenses. Na Copa do Brasil, chegou nas oitavas de final em 1995. Dois anos depois, enfrentou Flamengo, ainda na primeira fase. Do lado do Flamengo, Romário estava de volta depois de uma curta passagem na Valencia e continuava a fazer o que sabia fazer: gols. Nos 10 primeiros jogos do ano de 1997 com o Manto Sagrado, fez 12 gols, insuficiente para levar um título, Flamengo perdendo a final do Torneio Rio – São Paulo contra Santos. Para o jogo contra Nacional, no 27 de fevereiro de 1997, o técnico e ídolo Júnior escalou Flamengo assim: Zé Carlos; Fábio Baiano, Júnior Baiano, Fabiano, Athirson; Bruno Quadros, Marcelo Ribeiro, Lúcio, Iranildo; Sávio, Romário.
No Vivaldo Lima, com apenas 9 minutos de jogo, Romário já fazia o que sabia fazer: ser gênio. Mas não começou com um gol, começou com uma assistência de cobertura, com um toque sensacional, reservado aos craques. Lúcio Bala conseguiu o belo domínio, a bela finalização para abrir o placar. Dois minutos depois, agora sim, gol de Romário, recebendo a bola num escanteio, foi preciso no domínio, foi certeiro no chute, Flamengo já com 2 gols de vantagem.
Antes do intervalo, Nacional fez um gol, mas no minuto seguinte, Romário conseguia o doblete, recebendo na segunda trave um cruzamento de Iranildo. A goleada se construiu no segundo tempo com gols de Bruno Quadros e Marco Aurélio Jacozinho, um minuto depois de ele entrar em campo. E o jogo virou eterno no tempo adicional, com um feito que tinha acontecido apenas uma vez antes na história do Flamengo. O juiz apitou um pênalti e o goleiro rubro-negro Zé Carlos saiu de sua meta até a meta adversaria para fazer o gol no contrapé do colega adversário.
Zé Carlos se tornava assim o segundo goleiro do Flamengo a fazer um gol durante um jogo, imitando Ubirajara Alcântara, que marcou em 1970. O terceiro goleiro a fazer um gol com o Manto Sagrado foi Bruno, que vestiu uma camisa branca em homenagem ao próprio Zé Carlos, falecido em 2009, no ano do hexacampeonato brasileiro. Bruno também dedicou a conquista do hexa ao Zé Carlos, que faleceu de um câncer com apenas 47 anos.
Voltando ao jogo no Amazonas, Flamengo derrotava facilmente o Nacional e na época, quem goleava na ida escapava do jogo de volta para diretamente ir na próxima fase. Flamengo ainda passou de Rio Branco, Internacional e Palmeiras, mas parou na final contra Grêmio com uma outra regra que não existia mais, a de gols fora de casa. Com um 0x0 no Olímpico e um 2×2 no Maracanã, Flamengo ficou no vice e Romário, apesar de toda a genialidade, não conseguia conquistar um título nacional ou internacional com o Flamengo.








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