Sem jogo do Flamengo hoje, eu vou de um jogo aniversariante. No início de 2019, o time comandado ainda por Abel Braga não convencia completamente. Tinha perdido apenas duas vezes, contra Fluminense e Peñarol, mas era longe de apresentar o futebol que foi sob o comando de Jorge Jesus no segundo semestre.
No campeonato carioca, o Fla foi eliminado da semifinal da Taça Guanabara e conquistou a Taça Rio nos pênaltis, já contra Vasco. Na semifinal do estadual, o empate no Fla-Flu foi suficiente para reencontrar Vasco na grande final. O Mengo vinha de uma goleada 6×1 na Copa Libertadores contra San José. Arrascaeta, na época ainda um reserva, fez um gol e Abel Braga surpreendeu escalando de novo o craque uruguaio para a final do campeonato carioca, no lugar de Diego. Em 14 de abril de 2019, Abel Braga escalou Flamengo assim: Diego Alves; Pará, Rodrigo Caio, Léo Duarte, Renê; Willian Arão, Cuéllar, Arrascaeta; Éverton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabigol. Ao meu ver, o melhor time possível com o elenco da época.
No Engenhão, Flamengo precisou de apenas dois minutos para ameaçar a meta vascaína. Na grande área, Éverton Ribeiro fez o passe para Bruno Henrique, que conseguiu o giro, errou no chute. Abro aqui um parêntese para falar sobre o Bruno Henrique. Já falei no blog que dos primeiros reforços de 2019, o nome de Bruno Henrique era o que menos me agradava. Achava que ele era irregular demais e vinha de uma temporada no Santos com apenas dois gols marcados. Mas logo na estreia com o Manto Sagrado, o BH27 me conquistou, fazendo os dois gols na vitória sobre Botafogo. Dois meses depois, fez dois gols contra Fluminense para levar o Fla-Flu. Faltava Vasco na lista das vítimas cariocas.
No resto do primeiro tempo, Flamengo dominou de forma quase absoluta, mas o goleiro vascaíno Fernando Miguel estava em grande forma e impediu a abertura do placar. Depois de um chute de Willian Arão e mais uma defesa de Fernando Miguel, o juiz apitou o intervalo. No placar, ainda 0x0. O segundo tempo começou do mesmo jeito. Renê cruzou uma bola, Gabigol cabeceou. Fernando Miguel apenas olhou a bola, mas a bola apenas flertou com a trave. Num escanteio de Éverton Ribeiro, Rodrigo Caio também cabeceou, agora fora do gol. Quase milagrosamente, Vasco ainda resistia.
Ainda faltava um desequilibrador. Na profundidade, Arrascaeta achou Bruno Henrique, que tentou de cavadinha. Fernando Miguel, ainda ele, defendeu com o rosto. No minuto seguinte, o zagueiro cruzmaltino Léo Santos falhou, Bruno Henrique aproveitou e finalmente venceu o goleiro. O Engenhão, com apenas 10 mil presentes, explodiu. Na frente no placar, Flamengo continuou a dominar, Renê chutou e na confusão, Bruno Henrique chegou primeiro, fez o segundo. Porém, o VAR anulou o gol por impedimento, aliviou a torcida vascaína. Por minutos.
Faltando 15 minutos para o final do jogo, Arrascaeta, outro grande nome do jogo, ganhou uma bola, escapou na esquerda e cruzou no chão. Fernando Miguel saiu na bola, mas deixou-a viva. E de novo Bruno Henrique chegou primeiro, fez o segundo, agora válido. O camisa 27 se eternizava como o Rei dos clássicos cariocas e Flamengo se aproximava da primeira taça de 2019, contra o vice de sempre.







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