Na crônica antes do último jogo do Brasileirão, escolhi um jogo de apenas um ano atrás. Deu sorte, Flamengo venceu o Corinthians e se manteve na liderança do campeonato. Assim, antes do jogo contra o Bragantino no Maracanã, escolhi novamente um jogo de 2025, que acabou sendo conquistado pelo Mengão.

O jogo valia muito. Já era a final da temporada. Antes da 35.a rodada, Flamengo era líder, com dois pontos a mais que Palmeiras. E mais, os dois times se encontravam na semana seguinte, na final da Copa Libertadores. Antes da semana mais importante da temporada, Flamengo vinha de uma derrota no Fla-Flu e precisava se recuperar. Em 22 de novembro de 2025, o técnico Filipe Luís escalou Flamengo assim: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho, Arrascaeta; Carrascal, Everton Cebolinha, Gonzalo Plata.

No Maracanã, Flamengo dominou o início do jogo. Arrascaeta, Everton Cebolinha ou ainda Carrascal tiveram boas oportunidades, sem conseguir o gol. O Bragantino reagiu e também ameaçou a meta rubro-negra, também sem fazer. Num ótimo cruzamento de Arrascaeta, Varela quase abriu o placar com cabeçada, mas Cleiton fez grande defesa. Depois de uma última cobrança de falta de Arrascaeta fora do gol, o primeiro tempo acabou sem nenhum gol. Na mesma hora, Palmeiras e Fluminense também voltaram para os vestiários com um placar de 0x0. O campeonato ainda não estava decidido.

No início do segundo tempo, Danilo quase fez gol contra, mas Rossi salvou em cima da linha no último momento. Aos 50 minutos de jogo, Jorginho recuperou uma bola no campo do Bragantino e de primeira achou Arrascaeta bem perto do gol. O craque e camisa 10 fintou, driblou, chutou. A bola chegou mansamente no fundo do gol, o Maracanã explodiu. Arrascaeta chegava ao 18o gol no campeonato, seu recorde numa edição do Brasileirão.

Quinze minutos depois, Arrascaeta abriu na esquerda para Everton Cebolinha, que acelerou e passou entre dois adversários. Parou, fintou, cruzou. A bola chegou na mão de Hurtado e o juiz não duvidou, marcando pênalti. Na cobrança, Jorginho pulou, pegou o goleiro no contrapé e fazia mais um golaço de pênalti, o quarto dele na temporada, sem nenhum erro.

Oito minutos depois, Arrascaeta recebeu a bola, a 30 metros do gol, já de frente para o gol, com tempo para ver o campo inteiro. Era demais para o uruguaio, que fintou, e fez o passe de trivela para Bruno Henrique. A dupla que funciona desde 2019 deu certo mais uma vez. Bruno Henrique fuzilou o goleiro e decretou a vitória do Flamengo. Arrascaeta chegava a 14a assistência, igualando seu recorde de 2019.

E mais, ao mesmo tempo, Palmeiras e Fluminense ficaram no empate. Flamengo abria 4 pontos de diferença e vencia a primeira batalha. Na semana seguinte, tinha ainda mais.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”