Flamengo reencontra o Estudiantes na semifinal da Copa Libertadores, depois de dois jogos na fase de grupos, com empate na Argentina e vitória no Maracanã. Com ainda a classificação dramática do Mengo nos pênaltis nas quartas de final da última edição, o Flamengo x Estudiantes virou um clássico recente da Copa Libertadores. Mas o confronto já foi clássico de outra competição, hoje extinta, a Supercopa Libertadores, com jogos em 1988, 1991, 1992 e 1994. Vamos então para o jogo eterno do dia do primeiro confronto, em 1988 na Argentina.

A Supercopa Libertadores foi criada justamente em 1988 com o objetivo de ter uma segunda competição continental após a eterna Copa Libertadores. O critério para se classificar era simples: ter vencido a Copa Libertadores. Assim, já na sua primeira edição, a Supercopa Libertadores era clássica, com apenas grandes times, seis argentinos, quatro brasileiros (por acaso, um carioca, um paulista, um mineiro e um gaúcho), a dupla uruguaia Peñarol – Nacional, além do paraguaio Olimpia. Para seu primeiro jogo na história da competição, Flamengo, campeão da Libertadores em 1981, jogou contra Estudiantes, tricampeão em 1968-1969-1970. Em 30 de março de 1988, o eterno técnico Carlinhos escalou Flamengo assim: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo; Andrade, Ailton, Henágio, Zinho; Renato Gaúcho, Bebeto.

Flamengo precisou de apenas 8 minutos para calar a pequena hinchada argentina no estádio José Amalfitani. Numa falta de 30 metros, tinha quatro cobradores possíveis, mas quem cobrou foi Bebeto. O craque baiano chutou firme, chutou preciso, chutou com efeito. A bola foi diretamente na gaveta do goleiro. Com um golaço absurdo de seu ídolo, Flamengo abria o placar. Estudiantes reagiu rapidamente. Aos 15 minutos, num ataque rápido, Gissi chutou cruzado, com efeito e precisão, na rede flamenguista.

O placar de 1×1 no intervalo também foi o do final do jogo. Na época, um empate na Argentina era considerado um bom placar, ainda pode ser o caso hoje. Na volta, Flamengo venceu 3×0 no Maracanã, eliminou uma primeira vez o Estudiantes e seguia vivo na competição.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”