Francêsguista

Francês desde o nascimento, carioca desde setembro de 2022. Brasileiro no coração, flamenguista na alma. Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte.

  • Jogos eternos #279: Flamengo 3×1 Internacional 1993

    Jogos eternos #279: Flamengo 3×1 Internacional 1993

    Flamengo está numa péssima situação na Copa Libertadores, com apenas 5 pontos em 4 jogos. Será eliminado em caso de derrota, o empate significa também quase uma eliminação e até uma vitória magra não é suficiente. Para trazer sorte, eu podia lembrar o ano passado, quando Flamengo também estava em dificuldade e venceu os dois últimos jogos no Maracanã, contra Bolívar e Millonarios, para se classificar. Quase escrevi sobre a goleada 4×0 contra Bolívar, por coincidência há exatamente um ano, também dia da morte do Apolinho Rodrigues.

    E finalmente vou de um jogo de 1993, narrado por outro grande jornalista, que morreu um dia depois do Apolinho, o eterno Silvio Luiz. Em 1993, Flamengo também começou mal seu grupo de Copa Libertadores, com uma vitória, um empate e duas derrotas em 4 jogos. Flamengo tinha ainda dois jogos no Maracanã e não podia perder mais. Eram tempos conturbados, o também eterno técnico Carlinhos saiu e Jair Pereira, campeão da Copa do Brasil de 1990 voltou no Flamengo, estreando contra o Internacional. No 10 de março de 1993, o técnico Jair Pereira escalou Flamengo assim: Gilmar; Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Wilson Gottardo, Piá; Uidemar, Júnior, Marquinhos, Nélio; Paulo Nunes, Nílson. Outro estreante era o próprio Manto Sagrado, com o lançamento da nova camisa do Flamengo, uma camisa brilhante, para mim uma das mais fodas da história do Mengo.

    Com resultados ruins, o Maracanã tinha a arquibancada quase vazia, mas, diferentemente de hoje, era o Maraca raiz, antigo, ainda com a geral, que vibrava Flamengo. Com apenas 3 minutos de jogo, Júnior Baiano abriu longe para Nélio, que dominou de peito e deixou para Júnior. Na última temporada de sua brilhante carreira, Júnior revivia momentaneamente seus tempos de lateral esquerdo e cruzou de primeira, para a chegada de Marquinhos, que abriu o placar e partiu para uma comemoração ao menos bizarra ao lado de dois outros garotos da base, Júnior Baiano e Paulo Nunes. “Foi fundamental marcarmos aquele gol cedo. O propósito deles era jogar bem fechados. Mas, depois disto, eles tiveram que se lançar à frente e nós pudemos criar novas chances para definirmos a vitória” explicou em 2019 Marquinhos para Lance!.

    Flamengo continuou a dominar e o goleiro colorado, o paraguaio Gato Fernández, pai do também goleiro Gatito Fernández, fez duas defesas em cima de Marquinhos e Nílson. Aos 20 minutos, Nílson dominou de peito e deixou para o camisa 20, Paulo Nunes, 21 anos, que chutou sem chance para Fernández e partiu para outra comemoração memorável, agora uma pequena dança. No segundo tempo, o goleiro colorado impediu outro gol de Marquinhos e fez defesaça num chute potente de Nélio. O Internacional finalmente reagiu, sem fazer gol.

    Para sua volta ao Flamengo, o técnico Jair Pereira brilhou nas substituições, colocando em jogo Gaúcho e Marcelinho. Aos 32 minutos do segundo tempo, Júnior esticou a perna para ganhar a bola, Gaúcho lançou na profundidade Marcelinho no limite do impedimento. O camisa 23 de 21 anos venceu no cara a cara o Gato Fernández. O Flamengo vencia 3×0, o goleiro rubro-negro Gilmar falhou na saída da bola, o Inter quase fez o gol, mas Piá salvou em cima da linha. Numa outra falha de Gilmar, o Internacional finalmente marcou, com um chute de Jairo Lenzi.

    Flamengo venceu 3×1, ainda venceu no Maraca na última rodada contra o Atlético Nacional e três times empataram no primeiro lugar com 7 pontos. Mas como 3 times de cada dos 5 grupos se classificavam nas oitavas de final, não teve conversa, o Flamengo passava na próxima fase da Copa Libertadores.

  • Jogos eternos #278: Flamengo 5×0 Bonsucesso 1979

    Jogos eternos #278: Flamengo 5×0 Bonsucesso 1979

    Há pouco tempo, escrevi sobre o 2×2 contra Botafogo de 1979, que consagrou Flamengo como o primeiro campeão carioca invicto da Era Maracanã. O torneio tinha os 6 melhores times do campeonato carioca de 1978 e os 4 melhores do campeonato fluminense, que se reuniram em 1979. A Confederação Brasileira de Desportos julgou o critério injusto e obrigou a FERJ a organizar um novo campeonato carioca, ainda em 1979, agora com 18 clubes.

    O que virou depois o campeonato carioca Especial tinha acabado com um 2×2 contra Botafogo, com 2 gols do artilheiro Zico, com Flamengo campeão invicto. Depois, Flamengo jogou quatro amistosos entre o Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Bahia, e ainda era invicto, agora eram 48 jogos consecutivos sem perder. O novo campeonato carioca, e a promessa do tri, começaram ainda em 1979, contra Bonsucesso. No 13 de maio de 1979, dia da Lei Áurea, o técnico Cláudio Coutinho escalou Flamengo assim: Cantarele; Toninho Baiano, Manguito, Rondinelli, Júnior; Paulo César Carpegiani, Adílio, Zico; Tita, Reinaldo, Cláudio Adão.

    O Flamengo era o franco favorito contra Bonsucesso e precisou de apenas 12 minutos para abrir o placar. Cláudio Adão abriu na direita para Reinaldo, que cruzou, Zico chegou, bateu de primeira, fez a alegria da geral. Artilheiro do campeonato carioca especial de 1979 com os números absurdos de 26 gols em 17 jogos, Zico já abria sua conta e mirava um quarto título consecutivo de artilheiro, que se concretizou meses depois, quase com a mesma média, 34 gols em 26 jogos.

    Flamengo dominava o jogo de forma absoluta, mas esperou o segundo tempo para fazer o segundo gol. Reinaldo cobrou o escanteio, o Deus da Raça Rondinelli chegou, cabeceou, não no gol, mas de forma inteligente para a segunda trave, para a cabeçada de Zico, para o segundo gol de Nosso Rei. Claro, Zico não era só artilheiro, era também o cérebro do time, o maestro, o criador das jogadas. Na metade do segundo tempo, Zico recebeu na entrada da grande área, e sem pensar, deixou de calcanhar para a chegada de Adílio, que dominou de pé esquerdo, deixou de trivela com o pé direito, para o chute de Cláudio Adão, para o terceiro gol do Mengo.

    No final do jogo, outra jogada rápida, típica do Flamengo de Coutinho. Tabelinha entre Adílio e Zico, de um toque para Cláudio Adão, para outra tabelinha com Zico, e dupla tabelinha para Cláudio Adão, que chutou, bola foi bloqueada por um zagueiro, mas Flamengo, além de ser um time de talento, era um time de sorte, bola sobrou até os pés de Adílio, que fez o gol fácil. “O Flamengo de Cláudio Coutinho é uma equipe forte na defesa e no ataque, genial no meio campo. Um time que dosa momentos de irresistível velocidade com outros de toques de bola da melhor qualidade. Um time que joga pelos flancos ou pelo meio, dependendo onde estejam os melhores espaços” escreveu no dia seguinte o Jornal dos Sports.

    E no finalzinho, outro escanteio de Reinaldo, o jovem Tita chegou e fez o gol para decretar o placar: 5×0 para Flamengo. “Continua o Flamengo dando cartas de mão no futebol carioca. Mostrando o que deve e precisa ser feito em outros clubes. Principalmente, repetimos, a aceitação de que futebol não é só para homens, como se costuma dizer, há muito tempo. Hoje, futebol é coisa de craques. Como a galera gosta” ainda escreveu o Jornal dos Sports.

    Flamengo completou o tricampeonato carioca, infelizmente com uma derrota contra Botafogo que impediu o rubro-negro de ultrapassar o próprio Botafogo, empatando o recorde com 52 jogos consecutivos. A dominação ficou no momento apenas regional, infelizmente Flamengo foi goleado contra Palmeiras no Maracanã e perdeu a oportunidade de conquistar seu primeiro Brasileirão que parecia já certo. Assim, o time de 1979, histórico no Francêsguista, ficou atrás do time de 1981, mas já tinha a forma de jogar, de toques rápidos, de craques inspirados, de gols bonitos. E tinha o maior craque, Zico, na sua maior forma de artilheiro, com 81 gols na temporada. Assim, fecho a crônica com a observação do Jornal dos Sports sobre a atuação de Zico contra Bonsucesso: “No momento é o jogador que desequilibra qualquer partida. Normalmente, será sempre o melhor dos jogos do Flamengo. Então, nós aqui do JS pedimos licença ao seu Antunes e a dona Tidinha para colocar Zico fora de julgamento. A partir de agora, para nós ele é hors-concours”.

  • Jogos eternos #277: Flamengo 2×1 Bahia 2013

    Jogos eternos #277: Flamengo 2×1 Bahia 2013

    Flamengo perdeu a invencibilidade no Brasileirão de 2025, com lei do ex aplicada pelo Gabigol. Precisa agora de uma reação em casa contra Bahia. Vou para a lembrança do dia de um jogo de 2013. Flamengo também vinha de uma derrota, e a ameaça da lei do ex também vinha do banco de reservas, com a dupla Souza – Obina, uma dupla que me fez sonhar nos meus inícios de torcedor assíduo e apaixonado do Flamengo.

    No 16 de outubro de 2013, o técnico Jayme de Almeida escalou Flamengo assim: Felipe; Léo Moura, Wallace, Chicão, João Paulo; Amaral, Elias, Carlos Eduardo; Paulinho, André Santos, Hernane. Um time bem diferente dos dias de hoje, mas tinha o ídolo antigo Léo Moura, Elias que fazia uma temporada excepcional além do artilheiro Hernane. Também tinha Paulinho, que eu adorava pela ginga e pelos dribles.

    O jogo também marcou a estreia do terceiro Manto do Flamengo, uma camisa linda e preta, com alguns detalhes vermelhos, homenageando lugares da cidade do Rio de Janeiro, como o Pão de Açúcar, o Corcovado e a Lagoa Rodrigo de Freitas. O terceiro Manto nem sempre trouxe sorte ao Flamengo, mas essa camisa merecia estreia de galã de tanta beleza.

    No Maracanã, com menos de 10 mil pagantes, primeiro lance de perigo foi para Flamengo e Paulinho, que dominou com o bico e chutou na sequência, sem vencer Fernando Lomba, um garoto do Ninho. O goleiro do Flamengo, Felipe, também fez boa defesa num chute de William Barbio. Elias, destaque da temporada, chutou duas vezes no gol, a última depois de ótimo drible de Paulinho, mas Lomba defendeu. O mesmo Paulinho, bem servido por Hernane, quase fez o gol, mas chutou em cima do travessão. No intervalo, 0x0.

    No início do segundo tempo, Elias abriu na esquerda para André Santos, que cruzou, Paulinho chegou, cabeceou, abriu o placar. Logo depois, Hernane quase fez o segundo, fintou com o pé direito, chutou com o pé esquerdo, bola tocou na trave, quicou no goleiro, tocou na outra trave, e não entrou no gol. Bahia reagiu, com o antigo rubro-negro Souza, que abriu para Fernandão, não o saudoso ídolo do Internacional, mas um atacante carioca, que até fez um jogo no Flamengo em 2008. Fez valer uma espécie de lei do ex e empatou.

    Fernandão fez o gol do empate faltando 10 minutos para o final do jogo. O empate era provável, mas Flamengo tinha um predestinado. Aos 85 minutos de jogo, Léo Moura acelerou na direita e cruzou, Marcelo Lomba chegou, mas o predestinado Hernane chegou antes, tocou na bola, no fundo da rede, para fazer o 13o gol dele no campeonato. O Maracanã, mesmo quase vazio, explodiu. No finalzinho, pressão do Bahia, Raul chutou, Felipe defendeu e o juiz apitou o final do jogo, liberou a Nação. O Flamengo, mesmo com jogadores limitados, se preparava para ser um time de coração, um time campeão.

  • Jogos eternos #276: Vélez Sarsfield 0x3 Flamengo 1997

    Jogos eternos #276: Vélez Sarsfield 0x3 Flamengo 1997

    Flamengo joga hoje na Argentina contra Central Córdoba na Copa Libertadores. O vexame na ida com a derrota no Maraca complica a vida do Mengo. A vitória agora é obrigatória. Em 1997, Flamengo também jogou um jogo de vida ou morte na Argentina, contra Vélez Sarsfield na Supercopa Libertadores.

    A Supercopa Libertadores começou em 1988 e teve sua última edição neste ano de 1997. Reunia os vencedores da Copa Libertadores e se hoje não tem necessidade com o formato atual da Copa Libertadores, gostava dessas competições continentais, com quase só clubes tradicionais. Em 1997, Flamengo começou com duas vitórias, mas se complicou a vida com uma derrota em casa (em Florianópolis) contra o Vélez, o goleiro Chilavert fazendo o único gol num pênalti no final da partida.

    Flamengo ainda perdeu contra São Paulo e empatou contra Olimpia. A vitória na Argentina era obrigatória para continuar a sonhar com a classificação, apenas o primeiro de cada grupo ia para as semifinais. No 28 de outubro de 1997, o técnico Paulo Autuori escalou Flamengo assim: Clemer; Fábio Baiano, Juan, Luís Alberto, Gilberto; Bruno Quadros, Jorginho, Evandro, Iranildo; Sávio, Piekarski.

    E mais uma vez quem brilhou mais foi Sávio. Ídolo do Flamengo e no Francêsguista, Sávio eternizou vários jogos. Só no Francêsguista, foi o caso contra Grêmio em 1995, Coritiba, Vasco e São Paulo em 1996, Real Madrid e Valência em 1997. E Vélez Sarsfield. A expulsão do argentino Mauricio Pellegrino no meio do primeiro tempo ajudou, e pouco antes do intervalo, Gilberto cruzou, Sávio antecipou a saída de Chilavert e, esticando a perna, abriu o placar de forma acrobática.

    No segundo tempo, bem lançando na profundidade, Sávio antecipou mais uma vez a saída de Chilavert, driblou o goleiro paraguaio e fez o doblete. José Luis Chilavert foi um de meus maiores ídolos de meus primeiros tempos de apaixonado do futebol. Comecei a acompanhar o futebol com a Copa de 1998 e, além do Brasil inteiro, se destacava no meu coração Chilavert, pela atuação de sonho contra a França e a capacidade de bater faltas e pênaltis. Em 1997 e 1998, Chilavert foi eleito pela IFFHS o melhor goleiro do mundo. Mas neste dia, no estádio José Amalfitani, Sávio brilhava mais.

    E no final do jogo, mais uma vez Sávio, que aplicou um drible de vaca no zagueiro com extrema facilidade, chutou com força, obrigando Chilavert a uma defesa parcial. Sávio recuperou a bola e ia fazer o terceiro, quando foi derrubado na grande área. Pênalti. Sávio, que fazia tudo no Mengo, cobrou a penalidade máxima, pegou Chilavert no contrapé e completou o hat-trick. Flamengo vencia 3×0, mas infelizmente no dia seguinte, São Paulo goleou Olimpia e pegou a vaga classificatória. Uma pena não ter dois times classificados por grupo, porque acho que Flamengo podia brigar pelo título com jogadores diferentes, sobretudo o Anjo Loiro, o ídolo Sávio.

  • Jogos eternos #275: Cruzeiro 1×2 Flamengo 2019

    Jogos eternos #275: Cruzeiro 1×2 Flamengo 2019

    Flamengo joga hoje no Mineirão contra Cruzeiro com o possível reencontro de Gabigol com o Mengão. E com ele, a ameaça de uma das coisas que acho mais fodas do futebol brasileiro, a famosa lei do ex. Vou então para hoje para um outro Cruzeiro x Flamengo no Mineirão, com gol de Gabigol, com lei do ex.

    Em 2019, Flamengo vinha de seis vitórias consecutivas no Brasileirão, a última contra Santos, um jogo eterno no Francêsguista, para conquistar o primeiro turno. O time empolgava e no 21 de setembro de 2019, o técnico Jorge Jesus escalou Flamengo assim: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Arrascaeta; Vitinho, Bruno Henrique, Gabigol.

    Aos 5 minutos, o primeiro lance de perigo foi para Flamengo e o artilheiro Gabigol, mas o chute apenas flirtou com a trave. No minuto seguinte, Gerson cruzou na esquerda e essa vez o artilheiro não perdoou. Gabigol pulou, cabeceou, a bola quicou, vencendo Fábio, calando já o Mineirão. Cruzeiro reagiu e faltando 10 minutos para o final do primeiro tempo, conseguiu um pênalti. Com força, Thiago Neves fez valer a lei do ex e empatou. No intervalo, Cruzeiro 1×1 Flamengo.

    No início do segundo tempo, bem servido por Arrascaeta, Gabigol teve oportunidade de desempatar, sem fazer. Logo depois, Ezequiel cruzou, bola foi desviada pelo Filipe Luís e quase morreu na rede, mas tocou na trave. Jogo estava animado, com várias defesas de Diego Alves e Fábio, mas jogo ficava no empate. No meio do segundo tempo, Bruno Henrique abriu na direita para Willian Arão, que cruzou no chão. Com inteligência, Gabigol deixou a bola passar entre suas pernas, abrindo o espaço para Arrascaeta, que pegou de primeira e fez valer a lei do ex. Com 188 jogos e duas Copas do Brasil no currículo cruzeirense, Arrascaeta comemorou levemente mas finalmente se rendeu à empolgação dos companheiros.

    Arrascaeta quase fez um segundo golaço com uma caneta no Cacá, mas chutou em cima da trave. A lei do ex falha algumas vezes sim, o que não falhava era o Flamengo de 2019, que conseguia uma sétima vitória consecutiva, fazia história com ídolos com Gabigol e Arrasca.

  • Jogos eternos #274: Botafogo-PB 1×4 Flamengo 2003

    Jogos eternos #274: Botafogo-PB 1×4 Flamengo 2003

    Flamengo estreia hoje na Copa do Brasil contra Botafogo de Paraíba. Eu já eternizei o jogo de estreia da Copa do Brasil de 1999, um 3×3 contra Botafogo-PB no Almeidão. Eu vou então para hoje de outra estreia na Copa do Brasil, em 2003, outra vez contra Botafogo em João Pessoa.

    No 5 de fevereiro de 2003, o técnico Evaristo de Macedo escalou Flamengo assim: Júlio César; Alessandro, André Bahia, Fernando, Athirson; Felipe Melo, André Gomes, Iranildo, Felipe; Zé Carlos, Fernando Baiano. Destaque para Felipe Maestro, grande reforço rubro-negro da temporada e que fazia contra Botafogo-PB sua estreia com o Manto Sagrado.

    No Nordeste, Flamengo joga sempre quase em casa, ou ao menos com amplo apoio. No Almeidão, jogo começou com um show de Athirson, que girou, pedalou, gingou, driblou, sob os gritos de alegria da torcida. Outro craque canhoto apareceu, pela primeira vez no Flamengo, Felipe chutou, bola voltou nos pés de Fernando Baiano, em posição de impedimento mas numa época sem VAR, que assim abriu o placar.

    Em seguida, Zé Carlos fez um lindo chute que pegava a direção da gaveta, mas o goleiro defendeu. Logo depois, Zé Carlos perdeu um cara-a-cara com Everaldo. E finalmente, no final do primeiro tempo, Zé Carlos fez o gol, jogada partiu dos pés mágicos do Felipe Maestro, com um passe no timing e espaço certos. Com inteligência, Zé Carlos fez a finta de chute para tirar o goleiro da jogada e fez o gol, concretizando a primeira assistência de Felipe com o Manto Sagrado.

    No início do segundo tempo, Batistinha foi na recepção de uma falta longa e diminuiu para Botafogo. Só no final do jogo, Flamengo voltou a impor seu ritmo, Athirson cruzou com a perna direita, Zé Carlos cabeceou e fez o doblete. Na época, quem vencia de 2 gols de diferença fora de casa na ida se classificava diretamente para a próxima fase. Flamengo evitou assim um jogo no Rio de Janeiro, Zé Carlos fez o passe atrás para a chegada de Andrezinho, para o quarto gol. Flamengo conseguia a quinta vitória da temporada em 5 jogos e estreava bem na Copa do Brasil, abrindo um caminho que só ia parar na final.

  • Jogos eternos #273: Flamengo 2×2 Botafogo 1979

    Jogos eternos #273: Flamengo 2×2 Botafogo 1979

    No último jogo, Flamengo goleou o Corinthians e tomou a liderança do Brasileirão de 2025. Já campeão carioca e da Supercopa do Brasil, a expectativa é de uma grande temporada. Outro ano histórico, eternizado no Francêsguista, foi em 1979, quando o Flamengo era liderado pelo seu maior craque, Zico.

    Se o Flamengo já perdeu em 2025, o time de 1979 ainda era invito no final do mês de abril. Não perdia desde o mês de outubro de 1978 e chegava aos 43 jogos invictos, ameaçando o recorde do Botafogo, que ficou 52 jogos invictos. Flamengo chegava já como campeão a última rodada do campeonato carioca, que em sequência seria chamado de campeonato carioca especial com a criação de um outro campeonato com inclusão de mais times fluminenses. O último adversário, justamente Botafogo, podia apenas quebrar a série invicta do Flamengo, além de se vingar da derrota 3×0 sofrida no primeiro turno.

    Assim, a cidade de Rio de Janeiro partiu para um carnaval antes mesmo do apito inicial. Nas ruas cariocas, teve trio elétrico, batucada, bandeiras e tudo que era Flamengo. O Mengão podia se tornar o primeiro time da Era Maracanã a se ser campeão carioca invicto. Mesmo campeão, só a vitória interessava, ou mais precisamente, a derrota era proibida. O Maracanã ficou cheio, com 158.477 pagantes, quase todos rubro-negros. Do lado da torcida botafoguense, tinha faixa lembrando o 6×0 de 1972 em favor do Botafogo. Para os botafoguenses, restava o passado, para nós, o presente e o futuro. No 29 de abril de 1979, o técnico Cláudio Coutinho escalou Flamengo assim: Cantarele; Toninho Baiano, Nelson, Rondinelli, Júnior; Paulo César Carpegiani, Adílio, Zico; Tita, Luisinho, Reinaldo.

    Flamengo dominou o início do jogo, obrigando o goleiro Luís Carlos a fazer algumas defesas. O placar ainda era 0x0 e precisava de algum jogador para fazer a diferença. Claro, Zico, o maior jogador do Brasil, nesta altura já o maior artilheiro da história do Flamengo. Em 1979, Nosso Rei já tinha feito 31 gols em 24 jogos, porém passou em branco no jogo precedente, um 1×1 no Fla-Flu. Estava com fome de gols. Aos 30 minutos, pegou a bola e como maestro do time, fez o passe para Adílio. A bola ficou indecidida e Zico, como craque de raça, sempre acreditando nas jogadas, mesmo as perdidas, chegou, pegou de primeira, sem pulo, no fundo das redes.

    Botafogo estava disposto a impedir a vitória rubro-negra, a não deixar o Mengo ser o primeiro campeão invicto da Era do Maraca. Num bom cruzamento de Clóvis, Gil cabeceou e empatou. No final do primeiro tempo, Flamengo aplicava seu jogo característico, de toques rápidos, de passes curtos e precisos, bola chegou até Zico, cercado por três botafoguenses. Teve tempo de chutar, bola foi bloqueada e teve outra indecisão na entrada da grande área. E de novo, Zico, que já sobrava na técnica, sobrou na raça também, chegou, chutou, desempatou. Depois do jogo, Zico tentou esclarecer o lance: “Eu driblei Wescley, chutei, a bola bateu na mão de Renê, espirrou, tocou na do Osmar, confusão, sobrou para mim, concluí de bico”. No Jornal do Brasil, o craque da literatura João Saldanha explicou: “No primeiro tempo, destacadamente, o Flamengo esteve superior apesar de seus gols terem saído de forma inesperada e com a marca de craque de Zico, que sabe aproveitar os detalhes, cada falha, e está sempre de olho no gol”.

    No início do segundo tempo, Luisinho aproveitou uma falha de Nelson para ir no cara-a-cara com Cantarele e empatou. Botafogo buscava a vitória, Flamengo buscava o título invicto, que finalmente chegou com multiplicação de passes do time em campo e gritos “bicampeão” da torcida na arquibancada e na geral. Flamengo era o bicampeão, brilhando com um time coletivo. Porém, uma figura sobrava no time: Zico, artilheiro do campeonato carioca pela terceira vez consecutiva, igualando o recorde de Quarentinha no final dos anos 1950. E mais, com uma média absurda, 26 gols em 17 jogos, que repetirá ainda em 1979, para o tricampeonato, a tetra-artilharia. Para fechar, deixo as palavras de Daílton Crispim no Jornal dos Sports após o 2×2 contra Botafogo: “A gente só tem uma palavra para definir Zico: MONSTRO. O que está fazendo em campo é covardia. Há muito tempo, no Brasil, um jogador não desequilibrava tanto uma partida”.

  • Jogos eternos #272: Flamengo 1×1 Corintians 2011

    Jogos eternos #272: Flamengo 1×1 Corintians 2011

    Flamengo ainda anda invicto no Brasileirão de 2025 e antes do jogo contra o Corinthians, vamos lembrar de um outro Flamengo x Corinthians com Flamengo invicto, jogo que marcou a despedida de um dos maiores ídolos do Flamengo, Dejan Petkovic, em 2011.

    No Brasileirão de 2011, Flamengo só perdeu a invencibilidade na 17a rodada. Campeão invicto do campeonato carioca, perdeu apenas um dos 37 primeiros jogos da temporada, contra Ceará na Copa do Brasil. Porém, o jogo contra o Corinthians aconteceu logo na terceira rodada. Flamengo tinha seus craques em campo e um no banco. Petkovic disputou 51 jogos em 2010 mas não entrou nos planos da diretoria em 2011 e sequer entrou em jogo. Merecia um jogo de despedida antes da aposentadoria e aconteceu contra o Corinthians.

    No 5 de junho de 2011, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou Flamengo assim: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz, Egídio; Willians, Renato Abreu, Botinelli, Petkovic; Ronaldinho, Wanderley. O time tinha uma qualidade absurda de criação no meio de campo, infelizmente o resto do time deixava a desejar.

    Petkovic merecia o Maracanã, que tantas vezes fez vibrar, para a despedida, infelizmente o Maior do Mundo estava morrendo na reforma para a Copa. Em vez disso, foi o Engenhão, o que não impediu a Nação de fazer um mosaico absurdo na entrada dos jogadores, ao lado da família para Petkovic, todos os outros jogadores com o nome de Petkovic nas costas. O mosaico começou com o nome de Petkovic e as cores da Sérvia, o vermelho, o azul e o branco e pouco a pouco, as cores viraram preto e vermelho, o sérvio virando rubro-negro.

    O jogo começou equilibrado mas foi o Corinthians que abriu o placar. Weldinho passou Egídio com facilidade na direita e cruzou no chão, Willian chegou antes de David Braz e frustrou a festa rubro-negra. Petkovic quase fez uma assistência, um passe de craque, de três dedos, no timing e espaço certos, porém Júlio César saiu bem e impediu o gol de Wanderley e a explosão da Nação.

    No final do primeiro tempo, Ronaldinho partiu em dribles e cravou a falta. O estádio explodiu, todos os torcedores com o mesmo lance na cabeça. Era quase quase do mesmo lugar que Pet se eternizou no Flamengo, no 27 de maio de 2001. Dez anos depois, Flamengo tinha alguns cobradores de falta de alta categoria: Renato Abreu, Botinelli, Ronaldinho e claro Petkovic. Todo mundo esperava a falta de Pet. Na bola, só ficavam Renato Abreu e Petkovic. O canhoto Renato Abreu tinha moral e confiança, partiu para a cobrança e fez bem. A bola passou em cima da barreira, morreu na gaveta. O capitão Petkovic partiu para o abraço, mesmo sem tocar na bola, participou do lance. Explicou depois o artilheiro do dia, Renato Abreu, sobre Pet: “Ele estava saindo da bola. Eu falei para ele ficar, que o goleiro ficaria preocupado com ele. O Pet me disse que estava longe para ele, mas era importante ficar ali. Graças a Deus deu certo e o gol saiu”.

    Assim, o último lance da carreira de um dos maiores gênios do futebol, um dos mais brilhantes europeus, porém desconhecido na Europa, mas que tive o privilégio de conhecer, não como europeu, mas como rubro-negro, acabava com uma falta. Tantas vezes Petkovic fez esperar, vibrar, torcer a Nação com faltas. No intervalo, Petkovic ficou emocionado, com seu sotaque característico: “Obrigado a torcida para comparecer, obrigado ao Flamengo para me ter preparado esse tipo de homenagem, Ronaldinho me deu a faixa de capitão. Fico agradecido porque Flamengo é muito maior que qualquer um de nós, temos que respeitar essa tradição e acho que respeitei sempre”.

    Petkovic ainda recebeu uma placa da presidente Patrícia Amorim e partiu para uma volta olímpica, ele que fez tantos gols olímpicos no Flamengo. Passando no escanteio do lado esquerdo, mesmo não sendo no Maracanã, impossível para o rubro-negro não lembrar da cobrança eterna de Pet no 6 de dezembro de 2009, com algumas lágrimas de tristeza, emoção e gratidão. O final do jogo não importava muito, Flamengo quase virou, mas Ronaldinho chutou na trave. A invencibilidade era mantida, a Nação perdia um dos seus maiores ídolos do século XXI, em campo sim, mas eternizado nos corações rubro-negros. Obrigado por tudo, Pet.

  • Jogos eternos #271: Gama 1×1 Flamengo 1999

    Jogos eternos #271: Gama 1×1 Flamengo 1999

    Hoje é dia do goleiro no Brasil e tinha tantos goleiros no Flamengo para eternizar. Mas eu vou hoje de um goleiro inusitado, um xodó da torcida, atacante polivalente, muitas vezes utilizado como reserva e que um dia vestiu as luvas de goleiro. O ano é 1999 e o adversário era Gama. No 11 de setembro de 1999, o técnico Carlinhos escalou Flamengo assim: Clemer; Pimentel, Luís Alberto, Fabão, Athirson; Jorginho, Leandro Ávila, Beto, Fábio Baiano; Rodrigo Mendes, Romário. O xodó ainda estava no banco.

    No antigo estádio Mané Garrincha, lotado e com ampla maioria rubro-negra, o primeiro tempo foi equilibrado, com maior lance para o Romário, que chutou na trave. Bem no início do segundo tempo, Fábio Baiano pegou a bola na linha mediana, fez um drible de vaca, acelerou, driblou mais um e chutou com efeito na gaveta. Raramente vi um gol tão colocado na gaveta, indefensável para qualquer goleiro, do mais experiente ao mais novo, um golaço para alegrar a torcida rubro-negra.

    Gama chegou ao empate 15 minutos depois, três escanteios seguidos para o clube do Distrito federal, Clemer saiu mal e Gérson aproveitou para igualar no placar. Romário fez um gol anulado por um impedimento litigioso e o xodó Caio entrou em campo, sem desequilibrar. Faltando 10 minutos para o final do jogo, Clemer mais uma vez saiu mal e tocou a bola com a mão fora da área. Expulsão justa e problema para o Flamengo. Carlinhos já tinha feito as três substituições e um jogador de campo precisava então ir para o gol. Lembra o próprio Caio para Globo: “Toda véspera de jogo a gente faz aquele dois toques e eu sempre gostava de brincar no gol. Era goleiro titular do rachão. Nós já tínhamos feito as três substituições e não podia mais mexer. Eu queria ficar na linha. Estava 1 a 1, queria fazer gol e garantir meu lugar de titular no Flamengo. Os caras falavam: ‘Caio, é você, vai pro gol’ e eu fingia que não ouvia. Aí veio o Romário e ele tinha aquela coisa do ídolo. Quando ele falou que era eu, fui para o gol”.

    Caio vestiu as luvas e a camisa de goleiro, grande demais para seu 1,77 metro de altura. Gama pressionou para a vitória e Paulo Henrique chutou de longe, ameaçando a meta de Caio. Ainda Caio, agora para o Charla Podcast: “A primeira bola, o cara chuta lá do meio de campo. Foi a melhor coisa que aconteceu, porque a bola veio em cima de mim, eu só aparei ela e quando eu a peguei, o estádio começou a gritar. Falei: ‘Opa, tô grandão, agora não vai passar nada’”.

    Caio mostrou boa leitura de jogo e antecipação, saindo do gol para salvar o Flamengo, uma vez nos pés de Juary, num estilo pouco acadêmico para um goleiro, mas empolgante para a torcida rubro-negra. A segunda vez, de novo com o pé, para gritos ainda mais poderosos da Nação. O empate se aproximava e se confirmou logo depois, com sabor de vitória. Caio era o talismã, o xodó, o ídolo.

    O jogo seguinte, 4 dias depois, rendeu boas placas de torcedores no Maracanã, uma pedindo a saída de Dida na Seleção para a entrada de Caio. O estádio inteiro gritava o nome do reserva Caio, pedindo ele em campo, pedindo ele na Seleção, em campo ou no gol. Mais uma vez Caio saiu do banco, contra São Paulo, o clube que o revelou, e no seu primeiro toque na bola, fez o único gol da partida. Melhor ainda o final do ano, quando Caio fez 3 gols nos dois jogos da final da Copa Mercosul contra Palmeiras, eternizando-se mais uma vez na história do Flamengo.

  • Jogos eternos #270: Cienciano 0x3 Flamengo 2008

    Jogos eternos #270: Cienciano 0x3 Flamengo 2008

    Flamengo joga hoje contra a LDU Quito, na temida altitude do Ecuador. A lembrança do dia era evidente com a vitória 3×2 contra a mesma LDU em 2021, Gabigol decidindo o jogo nos minutos finais. Talvez era evidente demais e escolho um outro jogo. A altitude é pouca favorável ao Mengo, que em competições continentais venceu apenas 4 dos 17 jogos com mais de 2500 metros de altitude. Já eternizei a primeira vitória, um sucesso 2×1 contra o boliviano Jorge Wilstermann na sagrada Libertadores de 1981, eu vou então do segundo sucesso, agora no Peru.

    O Flamengo de 2025 se complicou a vida na Liberta com a derrota no Maraca contra Central Córdoba. Em 2008, tinha também (alta) pressão no grupo 4, liderado pelo Nacional com 9 pontos. Atrás, Cienciano e Flamengo empatados com 7 pontos. Uma vitória assegurava ao Flamengo a classificação nas oitavas, mas uma derrota obrigava cálculos perigosos e temidos. No 9 de abril de 2008, o técnico Joel Santana escalou Flamengo assim: Bruno; Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan: Cristian, Kléberson, Toró, Ibson, Renato Augusto; Souza.

    Como muitas vezes na altitude, jogo ficou morno, difícil de jogar. Toró fez o primeiro chute do jogo, sem realmente ameaçar a meta peruana. Cienciano reagiu e Bruno fez grande defesa num chute de Bazalar, que tomava a direção da gaveta. Bruno fez outra defesaça numa cabeçada de Romaña. No intervalo, ainda 0x0, Cienciano dominava, mas Renato Augusto acreditava no Mengo: “A partida está muito complicada. A bola está correndo demais. Mas acertando uma boa tabela, o gol vai sair. Podemos vencer o Cienciano”.

    E no início do segundo tempo, o próprio Renato Augusto recebeu a bola em boas condições depois de bom trabalho de Souza na esquerda. O craque de 20 anos teve tempo de dominar e ajustar o goleiro para abrir o placar em Cusco, cidade onde joga Cienciano. Logo depois, jogo ficou mais fácil para o Flamengo com a expulsão severa do capitão peruano Juan Bazalar.

    Renato Augusto quase fez o doblete com um chute de longe, mas o goleiro Juan Flores fez linda defesa. O segundo gol rubro-negro finalmente chegou nos 15 minutos finais, Ibson roubou a bola, acelerou e abriu na direita para Toró, que teve tempo para chutar e fazer o gol. Nos acréscimos, o golaço do dia, Marcinho, com seu estilo particular cheio de ginga e dribles, achou uma falta perto da grande área. A cobrança de falta do Juan foi perfeita, teleguiada na gaveta do goleiro peruano. O juiz apitou o final do jogo, Flamengo vencia 3×0 e se classificava para as oitavas de final. Na minha França, eu sonhava mais alto do que os 3700 metros de altitude de Cusco, a queda seria ainda mais brutal e dolorosa.

O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”