Flamengo joga hoje contra Remo, de olho na liderança do Brasileirão. Flamengo encontrou Remo pela primeira vez em… 1916, numa excursão já eternizada no blog. O clube paraense foi um dos primeiros adversários não-cariocas do Mengão, mas tiveram poucos confrontos entre os dois times na história: apenas 20. Foram 5 jogos de Copa do Brasil entre 2003 e 2013, 5 jogos do Brasileirão nos anos 1970 e alguns amistosos ao longo das décadas. Para o jogo eterno do dia, escolho assim um amistoso, de 1966.
A época era de Copa do Mundo. Flamengo tinha dois representantes, o lateral-esquerdo Paulo Henrique e o centroavante Silva Batuta. Sem eles, Flamengo partiu para uma excursão em muitos lugares do Brasil: São Paulo, Goiás, Maranhão, Amazônia, Roraima, Acre. Uma maratona de jogos e, fora uma derrota contra o time inglês de West Bromwich no Maracanã, Flamengo estava invicto, acumulando 11 jogos sem perder. Sem Silva Batuta na frente, brilhou a estrela do César Maluco. Em 12 jogos, o irmão dos outros rubro-negros Caio Cambalhota e Luisinho Lemos, fez 16 gols. Inclusive, vinha de um jogo com 4 gols na goleada 8×0 sobre Rio Negro em Manaus. Três dias depois, Flamengo estava de volta no Pará para enfrentar o Remo, último jogo da excursão. Em 13 de julho de 1966, o técnico argentino Armando Renganeschi escalou Flamengo assim: Franz; Mário Braga, Ditão, Jayme Valente, Leon; Carlinhos, Carlos Alberto; Almir Pernambuquinho, Rodrigues, Fio Maravilha, César Lemos.
O Brasil estreou na Copa de 1966 com vitória 2×0 sobre Bulgária, Pelé e Garrincha fazendo cada um, para o último jogo juntos, um gol de falta. E por causa disso, tinha muitas poucas coisas sobre o Remo x Flamengo, tanto nos jornais cariocas quanto nos jornais paraenses. Apenas achei uma pequena matéria do Jornal dos Sports e, mesmo assim, falava sobre a excursão do Flamengo de forma geral e não apenas sobre o jogo, com o título seguinte: “Fla voltou invicto e com CR$ 25 milhões”.
Assim, posso reproduzir o trecho integral sobre a partida no estádio Evandro Almeida: “O último resultado do Flamengo, em Belém, registrou um empate 2 a 2, com o Clube do Remo. Os jogadores, todavia, disseram que o empate foi quase arrancado porque o time carioca vencia por 2 a 1 e o juiz local, depois de muitas tentativas, prolongou o segundo tempo por mais 6 minutos e, depois de expulsar Almir e Rodrigues, só encerrou a partida quando o clube paraense fez o segundo gol”.
Sem mais na matéria, apenas posso nomear os autores dos gols rubro-negros, César Lemos mais uma vez e o craque Almir Pernambuquinho, além de deixar uma citação do grande Jaime de Almeida, que também se incomodou com a arbitragem polêmica: “Não teve nem saída”.







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