Flamengo joga hoje contra Botafogo, precisando absolutamente da vitória para se aproximar da liderança. Em 2008, o final do campeonato também era emocionante. Faltando 5 jogos para o final do campeonato, tinha 5 times em 5 pontos. Flamengo estava no quinto lugar, a 4 pontos do vice-líder Palmeiras e 5 pontos do líder São Paulo.

Botafogo estava no sexto lugar, mas já com 8 pontos a menos do que o Flamengo. O jogo era para definitivamente eliminar um rival e se aproximar da luta para a Copa Libertadores, quem sabe, do Brasileirão. O Clássico da Rivalidade vivia um de seus momentos mais marcantes entre 2007 e 2009, quando Flamengo foi tricampeão, Botafogo tri-vice. Ainda teve o inesquecível chororô botafoguense e a comemoração do Souza Caveirão, que, nesta altura, já tinha saído do clube. Em 9 de novembro de 2008, para mais um episódio da rivalidade, o saudoso técnico Caio Júnior escalou Flamengo assim: Bruno; Luizinho, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim, Juan; Airton, Jaílton, Ibson, Rubens Sambueza; Marcelinho Paraíba, Maxi Biancucchi.

O clássico esquentou com apenas 30 segundos de jogo. O Botafogo reclamou de um pênalti de Bruno sobre Jorge Henrique. O juiz Marcelo de Lima Henrique, que já tinha dirigido a polêmica final da Taça Guanabara, não apitou e o Botafogo não segurou o chororô. Para o Mengo, Marcelinho Paraíba teve o primeiro lance de perigo com um chute de longe, que quase chegou na rede. Logo depois, Botafogo reagiu, Triguinho arriscou de longe e Bruno espalmou para escanteio. Numa falta longa de Juan, Ronaldo Angelim cabeceou, Renan defendeu. E de novo, Botafogo reagiu rapidamente, de novo Bruno fez a boa defesa. No intervalo, ainda 0x0.

No início do segundo tempo, Caio Júnior sacou o meia-atacante Maxi, primo de Messi, para a entrada de um puro centroavante, Josiel, artilheiro do Brasileirão de 2007 pelo Paraná, mas que não repetiu as boas atuações com o Manto Sagrado. O jogo se animou no segundo tempo, com oportunidades para cada time, mas de novo sem gol. Faltando dez minutos para o final do jogo, Juan sentiu na perna direita e precisou sair do campo. Kléberson, titular absoluto no meio do campo mas que vivia um jejum de 9 jogos sem gol, começou no banco, entrou no lugar de Juan, mudou o jogo.

Na sua primeira bola, Kléberson fez ótimo lançamento para Ibson, que dominou, driblou o goleiro, e foi desequilibrado. Pênalti claro. Ibson entregou a bola para Kléberson. O pentacampeão cobrou, venceu o goleiro, fez o gol da vitória. Sem jogar bem, Flamengo levava o Clássico da Rivalidade no Maraca e seguia vivo para a disputa pelo título brasileiro.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”