Flamengo volta hoje na mais bela de todas, a Copa Libertadores. O adversário é o equatoriano Independiente del Valle, que já foi o carrasco do Flamengo na Copa Libertadores de 2020 e na Recopa Sudamericana de 2023. Ainda tem o desafio da altitude, que sempre foi difícil para o Mengo. Na estreia da Copa Libertadores deste ano, Flamengo venceu Cusco e quebrou um tabu de cinco anos sem vencer na altitude, com dois empates e quatro derrotas. A última vitória vinha do Equador também, contra a LDU Quito, o jogo eterno do dia.
Flamengo e LDU já tinham se encontrado na sagrada Libertadores de 2019, com vitória do Fla no Maraca, vitória da LDU na Casa Blanca. De novo os dois times se enfrentavam na fase de grupos, mas o mundo era outro. A pandemia de Covid parou o futebol e o mundo inteiro. Mesmo um ano depois da volta do futebol, os estádios ainda eram fechados para o público. Em 4 de maio de 2021, o técnico Rogério Ceni escalou Flamengo assim: Diego Alves; Isla, Willian Arão, Bruno Viana, Filipe Luís; João Gomes, Diego, Arrascaeta; Éverton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabigol.
Flamengo começou a Copa Libertadores com vitória na Argentina sobre Vélez e goleada no Maraca contra La Calera, um jogo eterno no Francêsguista. Já na terceira rodada, podia encaminhar a classificação para as oitavas de final. Mas a LDU era um bom time e tinha o perigo da altitude. Na Casa Blanca, Flamengo começou da melhor maneira possível. Com apenas três minutos, no meio do campo, Éverton Ribeiro recebeu, dominou, já girou em direção ao gol. O camisa 7 fez o passe perfeito na profundidade, já um meio gol, para Gabigol no cara-a-cara com o goleiro, já um três quartos gol. Gabigol abriu o pé esquerdo, achou a rede, já fazia seu quarto gol em 3 jogos no torneio.
Na frente no placar, Flamengo continuou a mandar na Casa Blanca. Aos 30 minutos, Diego driblou no círculo central e abriu para João Gomes. De primeira, de calcanhar, o garoto achou Bruno Henrique que igualmente jogou de um toque só, na frente. Arrascaeta fez ainda melhor, sem nem tocar a bola, deixou para Gabigol com um corta-luz sensacional. De primeira, Gabigol jogou na esquerda. Arrascaeta de novo anteviu a jogada, deixou a bola viva para Bruno Henrique. O camisa 27 nem pensou, chutou de primeira, com efeito e precisão, achou a gaveta da LDU. Com mais craques que toques, Flamengo fazia um golaço na construção e na finalização.
Uma vantagem de dois gols no intervalo é muitas vezes sinônimo de vitória. Mas não na Libertadores, não na altitude, mesmo com um estádio vazio. Diego Alves sentiu dores e foi substituído pelo Hugo Souza no intervalo. E Flamengo voltou muito mal. Depois de um primeiro susto, levou um gol de cabeça de Cristian Borja com apenas cinco minutos no segundo tempo. Dez minutos e mais três lances perigosos depois, Luis Amarilla, sozinho na pequena área, fez o segundo gol equatoriano. A vitória rubro-negra se afastava, quem sabe o ponto do empate.
Faltando dez minutos para o final do jogo, Filipe Luís fez um bom passe na profundidade, Arrascaeta foi mais rápido que o adversário e, de novo sem tocar a bola, foi decisivo conseguindo o pênalti. Na cobrança, claro Gabigol, claro no fundo do gol, depois de pegar o goleiro no contrapé. No céu equatoriano, Flamengo conseguia uma bela e rara vitória e já estava quase na fase final da Copa Libertadores.







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