Flamengo joga hoje contra Vasco na reta final do Brasileirão, com Flamengo brigando para a liderança e Vasco na luta contra o rebaixamento. O jogo acontece no Engenhão e por isso, para a crônica do dia, escolho um outro Flamengo x Vasco no Engenhão, em 2011.

A competição era outra, o campeonato carioca, e o momento também, ainda bem no início da temporada. O time era diferente, mas o Flamengo e sua presidente Patrícia Amorim eram ambiciosos com as contratações de Felipe, Bottinelli, Thiago Neves e sobretudo, Ronaldinho. Mesmo ainda sem o astro gaúcho estrear, o Mengo começou perfeitamente a temporada com 3 vitórias em 3 jogos. O Vasco vivia o contrário com 3 derrotas seguidas contra times inexpressivos e já corria o risco de ser eliminado da Taça Guanabara. Em 30 de janeiro de 2011, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou Flamengo assim: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz, Egídio; Maldonado, Willians, Renato Abreu; Thiago Neves, Vander, Deivid.

No Engenhão, Flamengo começou melhor, com chutes de longe de Vander e Maldonado, sem surpreender Fernando Prass. Na metade do primeiro tempo, o lateral esquerdo Egídio cruzou alto, a bola escapou de Deivid e chegou até o lado direito, até Thiago Neves, que fez o passe atrás para Léo Moura. O lateral direito cruzou no chão para o gol fácil até para o Deivid, que abriu o placar.

O lateral vascaíno Fagner tentou um chute, bem defendido pelo Felipe. No final do primeiro tempo, Léo Moura passou para Thiago Neves na grande área. O ex-jogador do Fluminense driblou um e chutou na rede, mas do lado de fora. Três minutos depois, Renato Abreu fez ótimo lançamento para Thiago Neves, que dominou de peito e aplicou um chapéu sobre o goleiro Prass antes de tocar no fundo do gol com a coxa. O Engenhão, com 12.854 pagantes e Ronaldinho na tribuna de honra, aplaudiu de pé o primeiro gol de Thiago Neves com o Manto Sagrado. No intervalo, Flamengo estava na frente e a Nação zoava a torcida do Vasco com canto “Ão, ão, ão, segunda divisão”.

No segundo tempo, Vasco foi melhor e, faltando 15 minutos para o final do jogo, finalmente venceu Felipe com um gol de Rômulo. Sem tremer, Flamengo manteve a vantagem no jogo e a invencibilidade no torneio. Por sua vez, Vasco já era eliminado da Taça Guanabara e até corria risco de rebaixamento. Se recuperou na Taça Rio, chegando até a final contra Flamengo. E num outro Clássico dos Milhões no Engenhão, Flamengo ficou invicto, foi campeão invicto.

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O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”