Jogos eternos #398: Vitória 1×3 Flamengo 2003

Flamengo joga hoje contra Vitória na Copa do Brasil no Barradão. O Mengo tem vantagem magra depois da vitória 2×1 na ida no Maracanã. A lembrança do dia então é evidente, com um jogo de 2003.

Na Copa do Brasil de 2003, Flamengo também jogou contra Vitória. Na época, o jogo aconteceu nas quartas de final e o Vitória chocou o futebol brasileiro na fase anterior, goleando 7×2 o Palmeiras. Na ida, como em 2026, Flamengo venceu Vitória 2×1 no Maraca, com gols de Fernando Baiano e Fernando. O empate no Barradão era suficiente para se classificar na semifinal. Em 14 de maio de 2003, o técnico Nelsinho Baptista escalou Flamengo assim: Júlio César; Luciano Baiano, Fernando, André Bahia, Athirson; Fabinho, André Gomes, Fábio Baiano, Felipe; Jean, Edílson.

No time titular, tinha três jogadores com Bahia ou Baiano no nome, André Bahia, Luciano Baiano e Fábio Baiano, além de Fernando Baiano no banco. Em campo, ainda tinha Edílson, oriundo de Salvador e que fazia neste jogo sua reestreia com o Mengo depois de brilhar em 2000 e 2001. “Não tinha melhor jogo para a minha reestreia. A presença da minha família no estádio e a sorte que eu sempre tenho contra o Vitória em Salvador me motiva ainda mais”, falou antes do jogo o Capetinha. Também deve se notar que apesar do nome, André Bahia nasceu no Rio de Janeiro.

No Barradão, uma dupla baiana funcionou bem, já no final do primeiro tempo. Luciano Baiano fez o passe de trivela para Fábio Baiano, que de primeira, tocou de calcanhar para Jean. O atacante, com um pouco de sorte e ajuda do goleiro, finalizou e abriu o placar. No início do segundo tempo, a dupla baiana virou trio. Fábio Baiano ficou agora na iniciativa da jogada, driblou um adversário no círculo central e fez um lançamento longo na direita, com uma curva sensacional e uma precisão absurda. Luciano Baiano chegou primeiro e cruzou de primeira, para Edílson. O pentacampeão abriu o espaço já no domínio da bola, e com a tranquilidade do artilheiro, abriu o pé para tirar o goleiro e comemorar com estilo sua reestreia.

Cinco minutos depois, o Vitória reencontrou esperança com um pênalti apitado pelo juiz. Zé Roberto, aquele que brilharia com o Manto Sagrado em 2009, venceu o Júlio César. Flamengo tinha agora só um gol de vantagem no jogo, mas andava com tranquilidade para a classificação. Ainda mais que na metade do segundo tempo, o Mengo fez outro gol, de novo com a marca do Fábio Baiano, um craque numa época de vacas magras.

No primeiro gol, Fábio Baiano tocou na bola a 25 metros do gol do Vitória. No segundo gol, começou a jogada no círculo central. E no terceiro, começou a 25 metros, mas do próprio gol do Flamengo. Percorreu 50 metros bola no pé, elegância do bico da chuteira até os poucos cabelos. Fez o passe na profundidade, com precisão perfeita. Jean chegou antes do goleiro e fez o segundo dele no jogo, o quinto dele na competição. Flamengo estava na semifinal e o destino era outro rubro-negro nordestino, o Sport.

Deixe um comentário

O autor

Marcelin Chamoin, francês de nascimento, carioca de setembro de 2022 até julho de 2023. Brasileiro no coração, flamenguista na alma.

“Uma vez Flamengo, Flamengo além da morte”