Hoje é meu aniversario, 7 de julho, dia do primeiro Fla-Flu, dia da estreia de Pelé com a Seleção brasileira. Também dia de um Flamengo x Toronto, para a comemoração do Dia do Canadá, celebrado no 1o de julho. Alguns dias depois, Toronto Blizzard recebeu Flamengo para a “Canada Day Cup” no estádio Vasity.
No 7 de julho de 1989, três anos antes de meu nascimento, o saudoso Telê Santana escalou Flamengo assim: Cantarele; Leandro Silva, Márcio Rossini, Rogério, Leonardo; Ailton, Renato Carioca, Zinho, Zico; Alcindo, Nando. Um time muito bom, com o maior de todos, Zico, 36 anos na época, mas um craque sempre é um craque. Antes do jogo, o narrador do jogo falou sobre Zico: “He can still play, if he gets a free kick outside the box, watch out tonight folks, he can score from anywhere”. Tradução livre: “Ele ainda pode jogar, se ele tem uma falta fora da área, cuidado hoje amigos, ele pode fazer o gol de qualquer lugar”. E não é só de falta que Zico pode brocar de qualquer lugar do campo.
Flamengo abriu o placar com uma grande jogada de Zinho, que iniciou a jogada driblando dois jogadores e depois de uma triangulação, recebeu de volta, fez um passe perfeito na profundidade para Nando, que driblou o goleiro e fez o gol.
Mas essa crônica não é muito sobre meu aniversário ou sobre o Canada Day, mas sim, sobre Zico, sobre seu eterno talento. Ainda no primeiro tempo, Zico recebeu a bola na direita e esperou o momento certo para dar uma caneta num defensor sem recurso. Zico evitou o carrinho de um segundo defensor, passou por um terceiro, passou por um quarto, e antes da chegada do quinto jogador, chutou de pé esquerdo, fez o gol, fez o golaço. Claro, o nível do time adversário é de dúvida, mas o nível de Zico, 36 anos ou não, no Brasil ou no Canadá, não. Zico é craque para a eternidade e um de seus últimos gols com o Manto Sagrado foi um golaço, contra Toronto, no dia de meu aniversário.








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